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25 de março de 2016

Resenha: Livro "Azar o Seu" (Carol Sabbar)

Olá!!!

Sei que ando sumida daqui. Também pudera, tantos acontecimentos de uma só vez tem me feito pensar e refletir demais. As decisões foram tomadas, algumas ditas, mas nada da definição, pois há certos contrapontos a serem resolvidos. 

Tirando isso... decidi postar uma resenha que já estava pronta há tempos. É um livro que eu ri muito e comprei por acaso. Então, vamos lá?! Com vocês, Azar o Seu!, de Carol Sabbar. O livro é publicado pela Editora Jangada e tem 367 páginas.

Pense em um livro com um título e uma sinopse hilárias, daqueles que você já ri antes de ler o livro. Pois bem, foi assim que, navegando em uma loja virtual, encontrei Azar o Seu!, da Carol Sabar


Fiquei super intrigada com o título e como ri demais lendo a sinopse, tratei de comprar meu livro. E, como já aconteceu com os últimos títulos nacionais que tenho lido, o devorei, mas desta vez, rindo litros e... suspirando.


Já consta a sinopse:


Ok. Imagine pensar na morte e declarar o amor que você sente por uma pessoa para um total estranho e querer que ele “entregue” o recado ao seu amado. E, pior ainda é saber (tempos depois) que ele mesmo estava lá, escutando tudo. Agora, imagine o contrário e ser esse amado, escutar tudo aquilo e simplesmente, não ter coragem de revelar sua verdadeira identidade e se ver totalmente (mais) apaixonado por essa pessoa?! Você teria coragem de se expor depois dessa declaração ou levaria a mentira adiante para aproveitar momentos dos quais você sempre sonhou?! Foi essa segunda opção que Guga decidiu fazer e bagunçar toda a história de Bia...

A história de Bia, Guga e Raíssa começa na infância, mas se separa na adolescência: Guga, após terminar o ensino médio e decidir embarcar para Londres estudar música. Raíssa e Bia brigam praticamente na mesma época, quando Raíssa não acredita que a amiga não prestará vestibular para faculdade de música (seu grande sonho) e sim, para uma escola que lhe dê uma profissão mais segura no futuro. A partir deste ponto é que a história começa a empolgar ainda mais, pois acontece o reencontro de Guga e Bia, que passam a aproveitar a companhia do acaso e curtirem uma paixão “adolescente”.

Há também a história da demissão da Bia; a procura de um novo emprego (que é uma experiência diferente); o namoro do pai de Bia, além do casamento da Raíssa (com seu amor de infância) que dão à história um complemento a mais com inúmeras risadas, pois todo o desfecho é inusitado e emocionante.

Guga (o Cara) e Bia (Bronquinha) vão se encontrando e mesmo que ele demonstre certos interesses em comum, ela não nota a semelhança entre as duas pessoas, pois não imagina que Guga voltaria ao Brasil. Um dia ele decide levá-la para viajar, já com a intenção de revelar a verdade, mas faz um “pequeno charme” para que a descoberta seja intensa e diferente. E, com o beijo com gosto de céu, Bia reconhece o amado (uau, isso que é se lembrar e sonhar por anos com o primeiro beijo!) e o conto de fadas toma outro rumo, para mim, ainda mais engraçado, realista e apaixonante.

Quem não gostaria de reviver um amor de infância, que cresceria na vida adulta e emoções melhores do que você imaginava aconteceriam em momentos futuros?! Imagine, no casamento de sua irmã, seus amigos te pedirem para cantar e você aproveitar o momento para se declarar para sua amada, cantando uma canção especial à ela?! Ou ainda, ser surpreendida por um pedido de casamento e...

O livro em si, é muito engraçado e também, realista e apaixonante. O mais legal é que, certamente, quem tem mais de 30 anos (como eu) ao ler determinados trechos, se identificará demais com o que Raíssa e Bia faziam. Uma prova? Na verdade, vou citar algumas que fiquei feliz em encontrar: assistir TV Colosso, comer sorvete Chica Bom (sim, eu sei que ele voltou), falar na língua do “P”, usar o “anel do humor” que vende em feiras de artesanatos (até hoje)... São delícias adolescentes que os jovens de hoje não curtiram e são saudosos para mim.

Muitas vezes, viver um amor verdadeiro (e platônico) nos faz amar de um jeito diferente e realista. Ele é tão inesquecível que, fica por anos em nossas mentes e, quando há o reencontro, é muito difícil não imaginar fogos de artifícios explodindo em um céu imaginário e, se puder sentir o gosto daquele beijo que traz tantas ótimas lembranças... Uau, melhor ainda. Ir atrás dos sonhos – mesmo que você os considere que sejam tardios – e da sua felicidade (ainda mais com a ajuda de pessoas queridas, que sabem que ambos querem para si), vale a pena quando você sabe que ele é verdadeiro. Quando ela bater em sua janela ou na porta de seu coração, pense e reflita, pois, em alguns casos, a oportunidade pode não ser revista e o acaso pode tomar conta de seu coração, dando oportunidade ao arrependimento.

Amar e viver são únicos. E viver uma história de amor de infância que pode remeter ao presente e expandir ao futuro... são poucas!


Viva e seja feliz!!! Porque “azar o seu” se perder a oportunidade da felicidade mais uma vez em sua vida, quando ela bater em sua porta... 

Não preciso dizer que, em certos pontos, esse livro mexe comigo... 
Um ótimo feriado à todos e até o próximo post!!! (veremos se sai um de beleza, que tem até foto).

Beijos ^_^

31 de dezembro de 2015

Resenha: O Pulo da Gata (Fernanda França)

Olá!!!

No fim, eis que surgiu um último post do ano... Pois, lembrei que o livro remetia à passagem de ano e como foi um dos que eu cansei de reler e há uma frase maravilhosa para fechar o ano... não resisti e cá estou na frente do computador redefinindo o post... 

Confesso que, colocar esta resenha no blog, mexe com uma pequena ferida recente. Pois, no meio de tantas felicidades que tive com o blog, por questões pessoais, praticamente, todas as minhas parcerias foram desfeitas. Foram por erros cometidos e também por questões de desentendimentos mesmo (todos PESSOAIS!!!). Mas, a vida nos ensina a relevar certos acontecimentos e nos faz crescer com cada caso. Admito meus erros e sei que sou culpada, não nego. Mas, no momento, opto em ser também um pouco egoísta com certos pensamentos e decisões (e talvez ouvir um pouco mais a razão, pois o coração anda bem tapado - risos), pois vejo o que é  melhor para mim. São tantas mudanças, tantos vivências, tantas indecisões, tantas decisões, tantas conversas, tantas reflexões... Que eu optei em retirar da minha vida pessoas que vi que, mesmo eu errando e assumindo, não que se opuseram 100% à mim, mas que... não compreenderam exatamente a minha decisão e me condenaram demais, sem levar em conta o "meu atual". 

Sou humana e já errei muitas vezes. Esta não foi a primeira e nem será a última. A vida tem sido um aprendizado muito grande nesses anos todos que, mesmo tendo passado por situações que ninguém imagina que já vivi, eu continuarei errando e aprendendo. Por que, se não for assim, como vou realmente crescer e ser a pessoa que eu QUERO ser?! Não há limites para os sonhos e, uma coisa que me faz refletir é que, preciso mesmo calar a boca para certas pessoas e assuntos. Afinal, se não quero ouvir certos comentários e julgamentos, melhor nem falar nada... 

Mas, voltando... eu reeditei a resenha que será publicada mais abaixo. O livro é tão apaixonante e tão a ver com o ano novo que... não deu para não divulgar e ter um real último post de 2015... Com vocês, mais uma autora nacional que me conquistou: Fernanda França e seu "O Pulo da Gata". 

O Rony bancou o modelo para ilustrar o livro

Publicado pela Editora Essência, o livro tem 286 páginas de muitas emoções e é mais um livro nacional que entrou para lista de lidos e amados. Gente, eu não imaginava que, ao voltar a blogar, eu pudesse conhecer tantos autores nacionais que me conquistassem em tão pouco tempo. 

O Pulo da Gata, escrito pela Fernanda França é mais um que entra para o ranking do “esse livro foi escrito para mim” (os outros são Até Eu Te Encontrar e Quando o Vento Sumiu, ambos escritos pela maravilhosa Graciela Mayrink e que já foram resenhados por aqui).


Admito que o título e a capa deste livro chamam demais a atenção. A sinopse também encanta e me deu mais vontade de lê-lo assim que o vi nos sites. Como a Ketilin (do blog Amor em Cada Página) ia ao evento de lançamento, não perdi a oportunidade de pedir um livro autografado e foi o que eu ganhei. Em nosso encontro que ocorreu esse ano (sim, nós nos conhecemos pessoalmente), ela me trouxe o presente, assim como eu entreguei algumas encomendas que estavam por aqui. Mas, chega de blábláblá e vamos à sinopse da capa?


Maggie May vai ao encontro de Gato Gatuno em um bar, mas lá, confunde as características de Felipe (o “verdadeiro” nome do Gato Gatuno) com a de outro rapaz que se aproxima dela e aí começa a trama. Eric, o comediante do bar onde aconteceria o encontro, se encanta com Maggie – e ela, também por ele – e a história gira em torno desse “triângulo amoroso”. 

As amigas de MaggieLulu e Vidinha – presentes na trama inteira, juntamente com Lico e Leca (um casal fofo demais!!!) e toda a família Silva - se envolvem de uma maneira sensacional, que você também quer ser parte de uma família tão “musical” como aquela.

Quando, após inúmeras tentativas, o sonho de se casar seria realizado, um GRANDE “incidente” acontece e o livro dá sua primeira reviravolta.

Mas, o que mexeu mesmo comigo foi o pulo da gata que Maggie deu quando ninguém imaginava que ela seria capaz de fazer (eu mesma me surpreendi!), que é a segunda e grande reviravolta da história. A identidade, a sintonia e a lição de moral no livro foram tamanhas com os acontecimentos recentes em minha vida, que eu me dei de corpo e alma para ajustar este texto do jeito que eu queria. E nossa, é uma surpresa agradável ler e ver o crescimento de Maggie em toda a história e como Fernanda elaborou uma personagem que pareceria frágil, se tornar uma mulher tão madura em poucas páginas.

Quando temos um sonho fixo em nossos corações, esquecemos que vivemos uma realidade mais propícia aos tropeços que a vida pode nos reservar. Sonhar acordada, sorrir sem motivo, se apaixonar perdidamente... é algo que almejamos em nossas vidas para sempre. Mas, às vezes, a vida nos prega certas peças e coloca certos obstáculos que nos fazem ver que, não é apenas de sonhos que vivemos e sim, de uma realidade onde precisamos colocar os pés no chão para concretizar desejos ocultos em nossos corações.

Abrindo meu coração para todos, durante esses meses de reflexões, eu argumentei e contra argumentei com meu coração e meu eu interior, questões que remexiam demais com o meu dia a dia, ao ponto de deixar responsabilidades de lado. De um dia para o outro, de uma semana a outra, de um mês ao outro... tudo mudou e foi bagunçado, dando reviravoltas imprevisíveis, que mais parecem testes de vestibular com inúmeras opções de perguntas e apenas uma resposta correta. E, mesmo com o empurrão de várias amigas (quem está a par da minha história atual e ler esse trecho, saberá quem são essas amigas de que falo tanto), eu sabia que a decisão deveria partir de mim, de dentro do meu coração, pois não é uma decisão fácil para ser tomada na vida que tenho aqui. 

A mensagem que Fernanda deixou em seu autógrafo: Que você descubra o seu ‘pulo da gata’ e seja muito feliz! me sensibilizou demais. E, finalmente, eu vi que encontrei “este pulo” e estou pronta para concretizá-lo! (só me falta coragem!!! Mas sei que, com a decisão do coração, tudo dará certo!)

Mega feliz com a mensagem ^_^

Não é apenas de sonhos que vivemos. Em simples atos, podemos descobrir que somos capazes de tudo e mais. Quando deixamos alguns sonhos de lado e decidimos “crescer”, nos encontramos de tal maneira que, nem mesmo, acreditamos ser capazes de tanta proeza. O “pulo da gata” (e do gato) existe em cada um de nós, basta estarmos preparados para enxergar a oportunidade ao fundo e acreditar que a conquista será obtida. Basta uma(s) música(s), apoio amigo (no meu caso, de muitos amigos queridos e amados!!!), alguns vários livros com quem você se identifica e ouvir seu coração para que tudo dê certo. Quando você menos imagina... a certeza vem e tudo fica calmo e claro!

Eu demorei, mas encontrei, finalmente, o pulo da gata para minha felicidade.
Prontos para encontrarem o de vocês?

Ah, o motivo deste ser o real último post do ano e ser incluso de última hora?! Há uma frase linda no livro que remete ao ano novo e tudo que eu realmente desejo e tenho dentro do meu coração:

366 (sim, 2016 é um ano bissexto) novos dias para encontrarmos a felicidade que queremos!!! 12 meses inteiros para recomeçarmos cada um de um novo jeito, quando o que acabou não terminou como imaginávamos ou gostaríamos. Essa é a uma das metas para o próximo ano: quando um mês não acabou como eu imaginei, bora ser feliz e mais positiva no próximo para que ele termine muito melhor!!! 

Agora sim: FELIZ ANO NOVO!!!

Beijos e até 2016!!! ^_^

24 de outubro de 2015

Vício para os livros: Marcadores de página

Olá!!!

Com postagens atrasadas como sempre, resenhas para revisar, além da vida de mãe, de assessora, de autônoma, de blogueira, de secretária... Enfim, uma mãe que ama blogar (e escrever) e quer falar sobre vários assuntos no mesmo espaço, precisa ter jogo de cintura para lidar com tudo em sua rotina. Precisa checar o blog com antecedência para não repetir assunto, mas precisa criar vergonha na cara para organizar um calendário fixo com as ideias de posts (já que faz isso com os compromissos... porque não fazer logo para o blog?).

Ano que vem, eu quero me organizar melhor com todas as postagens, de verdade. Odeio olhar este cantinho parado, sem um cronograma fixo de minhas ideias, e não saber o que postar para atualizar este espaço que tanto amo. Ainda quero fazer um post mais que especial para uma pessoinha que é uma parte da minha vida, mas quero deixar isso para depois, quando a inspiração vier com mais calma. Por hora, falaremos de livros... (risos).

Eu sou meio novata em tudo referente ao tema livros, uma vez que, eu era (ou sou) uma leitora relaxada, que dobra orelhas nas páginas (não me crucifiquem!!!) para identificar as páginas mais legais. E, voltei a ler muito de um ano para cá, mas infelizmente, sem resenhar. Então, há muito mais livros que li do que as resenhas que já escrevi. Calma que pretendo me organizar em breve, colocando em ordem tudo o que preciso (o cronograma, como eu já disse). 

Esses são os marcadores que eu uso para 
identificar as frases que mais amo nos livros

Esse ano, conhecendo amigos que são leitores vorazes, adquiri um hábito que virou um VÍCIO: usar MARCADORES DE PÁGINAS para identificar as frases do livro que mais gosto (vocês entenderão mais vendo a foto abaixo). Eu fiz uma foto com três livros lidos recentemente e que foram "marcados" (não, não vou colocar as capas). Como, quando gosto de um livro, eu faço releitura, o livro pode ganhar novos marcadores no decorrer de "sua vida". Afinal, para mim, há trechos que são encontrados de acordo com o nosso estado de espírito do dia e não são identificados em uma primeira leitura. Eu mesma já reli um livro e marquei novos trechos recentemente, então... 

as frases identificadas

Por que é legal fazer isso?! Porque fica mais fácil encontrar aquele trecho que você gostou em um determinado livro e que você quer falar ou passar para um amigo que precisa de um apoio. Aí você lembra que aquele livro tem uma frase legal para transmitir e corre na estante para pegar e mesmo que tenha que reler um pouco, os marcadores ajudam bastante a encontrar rapidamente. Dá um pouco de trabalho ficar com o marcador ao lado (ainda mais quando você não está em casa e está lendo - por exemplo - o livro na sala de espera de um consultório médico), mas vale a pena pela facilidade em encontrar as frases mais legais rapidamente. 

uma frase marcada

Infelizmente a foto que eu queria como inicial, será postada assim que os novos marcadores forem comprados (sim, este post será atualizado). E sim, o vício é tanto que eu gastei um pacote de marcador recentemente (além dos meninos pegarem escondidos para brincar e a mãe aqui perder seu objeto de trabalho) e não tenho conseguido usar apenas uma cor nos livros, de tantas frases interessantes e a quantidade de marcador ser pequena no pacotinho... (risos).

E aí, quem vai aderir ao vício também? 

Até o próximo post!!!

Beijos ^_^

6 de setembro de 2015

Resenha: A Marca de uma Lágrima (Pedro Bandeira)

Olá!!!


Uau, dois posts na semana é tudo de bom, hein?! Ainda em ritmo de Bienal do Livro 2015 (pena que é no Rio de Janeiro), vou postar uma resenha de um livro que li quando nova, mas que faz parte da minha juventude. E sim, o reli recentemente, não somente para a resenha, mas por amar a história: A Marca de Uma Lágrima, do maravilhoso autor Pedro Bandeira. A resenha foi pedido das meninas do blog Amor em Cada Página (http://amoremcadapagina.blogspot.com.br) e também está publicado por lá. 



Quem me conhece desde a adolescência, sabe que sou mega fã do escritor brasileiro Pedro Bandeira. Foi através de suas palavras que viajei demais com um livro (A Droga da Obediência, indicado por um primo que não leu os outros livros da saga) e que arrebatou meu gosto pela leitura. E, como na minha infância não havia internet para correr atrás dos outros livros lançados pelo autor (por favor, lembrem-se que sou uma mulher com mais de 30 anos), eu recorria à biografia que se encontra no final do livro para saber mais sobre as obras publicadas pelo autor. Tanto que, li todos os livros protagonizados pelos Os Karas (e me emocionei ao ler o último livro – publicado em 2014 - que concluiu a saga de uma maneira esplêndida), e foi assim que conheci e li A Marca de uma lágrima, que será apresentado agora.


Diferente da saga Os Karas (quem quiser resenha dos livros, por favor, comente), a história é narrada por Isabel, uma adolescente que se apaixona por seu primo Cristiano, que se apaixona pela melhor amiga de Isabel, Rosana. E agora, como lidar com estes sentimentos, em meio à adolescência?!

Bom, vamos à sinopse da capa:

Isabel se acha feia. Será mesmo? Ou somente ela acha isso? Escreve cartas e versos para ajudar o namoro de Rosana, sua melhor amiga, com Cristiano, seu grande amor. Por causa da beleza e da verdade de suas cartas, Cristiano mais se apaixona por Rosana e mais aumenta a desesperança de Isabel. Sua situação agrava-se ainda mais com a morte da diretora da escola, pois a jovem é testemunha de que aquele aparente suicídio seria na verdade um bárbaro assassinato e, a partir de então, sua vida estará.

Isabel é uma adolescente como muitas, que ama em segredo e tem seus complexos. É uma boa aluna, escrever poesias, sonha em encontrar o amor verdadeiro e “conversa” sobre seus pensamentos com o espelho em meu quarto. O encontro dos quatro personagens principais (como não esquecer Fernando, amigo de Cristiano, que ama Isabel loucamente) acontece na festa de aniversário de Cristiano, mas o desenrolar da trama acontece na escola, durante as aulas.

Em meio ao “triângulo amoroso” protagonizado por Isabel, Cristiano e Rosana, à ajuda pedida tanto por ambos para surpreender seus amados, um crime acontece e o desfecho é surpreendente, solucionado em meio ao caos imaginável. Em meio à uma alucinação, Isabel supõe respostas ao crime, revertendo a situação em meio ao transe em que se colocou. Afinal, como a querida diretora Dona Albertina morreu dentro de sua sala? Onde entra o amor de Fernando no meio de tudo? Será que Cristiano saberá a verdade sobre os poemas enviados e recebidos e sobre o amor que a prima sente por ele?

A marca de uma lágrima é um livro com muita ação e suspense, que prende o leitor do começo ao fim. Você quer descobrir a verdade sobre tantos segredos, quer gritar para Isabel para que ela abra seu coração, quer chorar com suas dúvidas, sofre com seus problemas (e até se identifica com ele)... É um livro com final surpreendente e maravilhoso, que te faz querer um amor assim.

Pedro Bandeira, como em tantos outros livros, soube usar uma narrativa adolescente que me encanta nos livros que já li. Ele soube engrenar a história como um regente atento à sua equipe e fez um livro com suspense, amor, amizade, responsabilidades, fantasias e poemas. Ele mescla o amor nesta fase da vida, assim como suas aflições que, mesmo adulta, não há como não amar ou se apaixonar pelo livro.


Curioso?! Leia e divirta-se... mas esteja atento para todas as surpresas que o livro traz... 

Beijos e até o próximo post!!! ^_^

PS: Se você procurar este livro para compra, notará que a capa não é a mesma. Sim, o livro fotografado é super antigo.



4 de setembro de 2015

Entrevista com Autor: Graciela Mayrink

Olá!!!

Em ritmo de Bienal do Livro (pena que, este ano, é no Rio de Janeiro), saindo um post quentinho (e atrasado) no blog. 

Bom, uma coisa que eu não imaginava desde que criei o blog (lá em 2008), seria entrevistar um autor ou alguém famoso. Eu sei, faz parte da minha profissão (contei, alguma vez, que sou jornalista formada?), mas na faculdade, as entrevistas não ocorrem como você vê na televisão ou nos jornais, acaba sendo algo mais didático. Para colocar em prática, basta um estágio ou um emprego na área, que tudo o que você aprende, vem à tona e flui normalmente. E, é o que tem acontecido comigo.

Há anos sem escrever resenhas de livros, eu conheci as amigas do blog Amor em Cada Página que me fizeram retomar o gosto pela minha profissão. E cá estamos, tentando colocar o blog ativo, com resenhas de livros lidos, dicas de produtos usados, receitas, artesanatos e... entrevistas!!! 

SIM!!!! Para estrear uma nova tag (eu não tenho certeza se ela será usada tão cedo, mas já diz o ditado A esperança é a última que morre), minha primeira entrevistada é a autora dos livros Até Eu te Encontrar e A namorada do Meu Amigo, a maravilhosa e sensacional, Graciela Mayrink.

Calma que ainda não tive (ainda) a oportunidade de conhecê-la pessoalmente. Mas tivemos um bate papo por e-mail, como segue abaixo. Eu decidi postar esta entrevista com o intuito de mostrar um pouco mais sobre a autora que conquistou meu coração e para que vocês entendam como tenho amado (e admirado) a literatura nacional nos últimos meses.

Com vocês, um pouco mais sobre Graciela Mayrink:


Foto: Divulgação Graciela Mayrink

Graciela Mayrink Roldão nasceu no Rio de Janeiro e é formada em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (alguém se lembrou de Até Eu te Encontrar?) e mestre em Fitopatologia pela Universidade Federal de Lavras. Graciela trabalhou durante oito anos à frente do site de automobilismo SuperLicença e da assessoria do projeto social Ideia Fixa para Um Sertão Sem Fome. É idealizadora do Projeto Jovem Curte Ler, que incentiva a leitura por meio de visitas a escolas, e uma das integrantes do Lit Girls, projeto que busca aproximar autoras e leitores.


Hits BlaBlaBla: De onde vem sua inspiração ao escrever seus livros?
Graciela Mayrink: A inspiração vem de todos os lugares. É difícil responder esta pergunta, porque às vezes estou andando na rua e vem uma ideia. Outras vezes, a inspiração aparece quando estou lendo, vendo TV ou fazendo esteira. É algo tão natural e fácil que fica difícil explicar.


HBBB: Como é se “desapegar” de seus personagens entre a escrita de um livro para o outro? (esta pergunta foi feita, pois Graciela lança uma obra por ano: em 2013, Até Eu Te Encontrar chegou às livrarias; A namorada de meu amigo, foi publicado em 2014. Este ano chegou Quando o Vento Sumiu).
G.M.: Quando termino um livro, dou um tempo até começar a escrever outro. Geralmente são algumas semanas, porque não consigo ficar muito tempo sem escrever. Eu tento não pensar muito nisso, acho que o trabalho de revisar para o livro sair da melhor forma possível é tão exaustivo que chega uma hora que eu quero uma distância dos personagens (risos), então não fica tão difícil desapegar. 

A história precisa de um ponto final, não dá pra ficar eternamente melhorando e, às vezes, o próximo livro chama tanto por mim que a transição de um para o outro não é tão difícil.

HBBB: Você pretende escrever a continuação de A namorada do meu amigo ou temos que usar nossa imaginação para elaborar um final para Cadu, Juju e Beto?
G.M.: Usem a imaginação (risos). Não planejo uma continuação, meus livros são únicos e talvez eu faça apenas uma continuação para Até Eu te Encontrar, baseando a história na vida dos filhos dos personagens principais, mas ainda é uma ideia e preciso ter certeza de que ficará uma boa história para não desapontar os leitores que amam tanto esse livro. A pior coisa que tem é o leitor se desiludir com uma continuação.

HBBB: Como foi introduzir temas que você tanto gosta nos livros que escreveu? (li que você ama a história de Os Três Mosqueteiros e achei fascinante como você o abordou e o encaixou perfeitamente em “A namorada...”)
G.M.: Acaba sendo algo natural. Sempre há algo que amo que consigo encaixar nas histórias, é uma forma de levar algo meu para meus livros. 

Em Até Eu te Encontrar foi Viçosa, a UFV, Anne Rice e a Wicca, em A Namorada foi Os Três Mosqueteiros e em Quando o Vento Sumiu, meu novo livro (lançado este ano e meu exemplar já chegou. Sim, aguardem a resenha em breve), é a música Kite, do U2

Acho legal fazer alguma referência a algo que gosto, mas nunca é planejado, acaba acontecendo de forma natural, quando percebo já está ali, no meio da trama.

HBBB: Os dois livros que li abordam as paisagens brasileiras, dando vontade de conhecer todos os locais citados. Você pretende manter essa regionalidade, o Brasil como país de origem, em todos os seus livros?
G.M.: Sim, eu gosto de escrever histórias que se passam no Brasil. Pode ter uma ou outra cena no exterior (como no livro que estou escrevendo para 2016), mas a maior parte é aqui.

HBBB: Como e qual é sua reação ao ler a resenha de um livro seu?
G.M.: Depende da resenha (risos). Meu coração dispara quando estou abrindo uma resenha, o medo de ler que a pessoa não gostou. Quando vejo 4 ou 5 estrelinhas eu me emociono. Tento não ligar pra resenha negativa, é algo que acontece, nem todo mundo vai gostar do que eu escrevo. 

Claro que magoa, eu sou humana, mas para uma resenha negativa tem sempre várias positivas, então tento não me apegar tanto nisso. Se tivesse mais resenha negativa do que positiva aí haveria um problema (risos).

HBBB: Algum leitor chegou a comentar que se interessou ou já leu um livro mencionado em suas obras? Afinal, nas duas obras você cita Os Três Mosqueteiros e vários livros de Anne Rice.
G.M.: Sim, vários leitores foram atrás dos livros da Anne que eu cito em Até Eu te Encontrar e acho isso muito legal. Não pus de propósito, nem pensando em fazer as pessoas lerem, mas é legal quando acontece, parece uma continuação do que eu escrevi, fazer a pessoa ir atrás de algo que citei. 

Com Os Três Mosqueteiros, a maioria conhece a história por causa dos filmes que já foram feitos e da série de TV que existe, mas tem leitores procurando o livro para saber mais, o que é legal porque faz com que jovens vão atrás de um clássico da literatura. 

Acontece também com o CD O Grande Encontro, que cito em Até Eu te Encontrar. É um CD muito antigo, que escutei muito quando morei em Viçosa, e agora as leitoras de quinze anos estão ouvindo e conhecendo mais da nossa música. Isso é muito legal e gratificante.

HBB: Podemos aguardar um novo livro para o próximo ano?
G. M.: Sim, agora estou lançando Quando O Vento Sumiu, mas em 2016 tem um livro novo vindo pra agradar (assim espero) os leitores.

HBBB: Caso algum leitor queira seguir seus passos de ser escritora, qual é a dica mais importante que você daria?
G.M.: Leia muito, o tempo todo. E tenha certeza de que quer muito, a carreira de escritor não é fácil aqui no Brasil. E não desistir jamais. Não é fácil conseguir se destacar e chamar a atenção das grandes editoras, nem dos leitores, então é um trabalho diário, e um trabalho árduo. 

Tem de estar disposto a movimentar as redes sociais, ir atrás de eventos, fazer barulho para aparecer. As pessoas às vezes acham que é tudo fácil e lindo, mas é preciso ter em mente que não é assim, que essa carreira exige muita dedicação e persistência.

HBBB: Deixe uma mensagem aos nossos leitores.
G.M.: Espero que os leitores do blog passem a apoiar ainda mais a literatura nacional. É muito difícil conseguir espaço porque os livros estrangeiros já chegam como best-sellers. Fazer uma pessoa entrar em uma livraria e escolher nosso livro ao invés de um internacional é algo bem complicado, mas a divulgação dos leitores tem ajudado a melhorar isso cada vez mais. 

Então meus únicos pedidos são: se ler um livro nacional e gostar, indique-o para todo mundo que você conhece. E deem livros de presente. Eu só dou isso para todos que conheço. O livro é um presente maravilhoso e bem barato, é só ficar atento às promoções ;)

Caso você queira acompanhar a Graciela nas redes sociais (assim como eu), seguem os endereços:
www.gracielamayrink.com.br
facebook.com/gracielamayrink.oficial
Twitter: @gracielamayrink
Instagram/Snapchat: gracielamayrink

E fiquem tranquilos que ela é super atenciosa e fofa com seus fãs. Responde as mensagens, compartilha, divulga, comemora... Enfim, Graciela não é apenas uma "autora que escreve livros", ela interage demais com seus leitores, o que me faz admirá-la ainda mais.

E aí, se empolgou um pouco mais para ler os livros da Graciela depois deste papo?! Espero que sim e que vocês se apaixonem pela literatura nacional, assim como eu. Li outros novos autores e já quero postar todas as resenhas. Aguardem, aguardem... 

Um ótimo feriado à todos!!!!

Beijos e até o próximo post!!! ^_^

25 de julho de 2015

25/07/15: Dia do Escritor

Olá!!!

Post especial saindo hoje, pois descobri que hoje é DIA DO ESCRITOR
Não imagino qual escritor passaria por este humilde blog, mas eu gostaria muito de deixar a minha breve homenagem, uma vez que, sem os livros, eu acredito que ficaria muito louca e muito mais estressada do que sou (risos).

É com os livros que eu viajo o mundo sem sair de casa; é com os livros que eu me apaixono ainda mais pela vida; é com os livros que eu conheço lugares distantes; é com os livros que eu me desestresso e encontro fuga num dia de fúria.

Obrigada à todos os escritores, nacionais e internacionais. Meu coração de leitora é aberto à todos e, como um bom coração de mãe, SEMPRE CABE MAIS UM.

Alguns de meus livros preferidos. Porque eu não tenho um livro, tenho vários.


Beijos ^_^

3 de julho de 2015

Resenha: "Histórias de ninar para meninos"

Olá!!!

Como mãe leitura assumida, uma de minhas decisões esse ano foi incentivar os meninos a viajar nesse mundo sem igual. Sempre compro inúmeros títulos para mim e a minha coleção só aumenta, ao ponto de não ter mais espaço para colocar tudo em ordem. Então, pensei que, já que amo ler, porque não motivá-los? 

Hoje eu decidi postar e iniciar um novo marcador, que deve ser permanente por aqui: livros para os meninos. Eu devo fazer um "selinho" de aprovação, com a notinha da reação deles, mas isso será aos poucos, pois procuro algo em comum aos meninos que se encaixe perfeitamente nisso (o Fabricio ama flores e o Dalton gosta de carrinhos e super heróis). Então, é provável que, após a definição desse "selo", o post seja atualizado, ok? 

Eu decidi que, para mostrar como os livros são legais, eu começaria contando histórias para ninar. E o livro que apresento hoje tem sido um "quebra galhos", já que possui apenas 7 histórias (uma por dia, sendo que, se eu contei a história para o Fabricio, leio no dia seguinte para o Dalton, uma vez que eles não dormem no mesmo horário). Estou em busca de outros livros com 365 histórias... alguma mãe leitora deste blog com alguma dica para passar? Já fiz minha pesquisa e assim que novos títulos estiverem por aqui, posto para vocês. 

E, é sobre este livro "quebra galhos" que será o post de hoje.





Histórias de Ninar para meninos, da Editora Todo Livro, foi adquirido através de um catálogo. Na hora, admito, não vi que era um livro com poucas histórias, mas como a minha intenção era ver a reação dos meninos com este universo que tanto amo, nem me importei muito. Depois das primeiras leituras, vi que estava muuuuuuito enganada.... 

O livro tem 7 histórias singelas, que juntam diversão, responsabilidade e curiosidade. Entre as histórias, a preferida de ambos é Brincando de Pirata. Confesso que, talvez seja por eu imitar o som do pirata falando "Arrr!" que mais os empolgue, mas não tenho certeza. Só que sei, neste livro, é o conto preferido e eles sempre o pedem, mas eu digo que é bom ouvir histórias novas, para descobrirmos algo diferente nelas (afinal, essa é a diversão da leitura: ler um novo livro e se aventurar por histórias e mundos diferentes a cada novo título). 


Me perdoem a foto!

Por isso, a vontade de comprar novos livros é grande e a pesquisa é tremenda. E admito que, fui além dos "contos para dormir" e comprei alguns livros que são lidos com a função de "histórias para ninar" e que eles amaram. Calma, esses livros são temas para posts futuros...  

Li alguns artigos sobre a importância de lermos para os nossos filhos, para assim também criarmos um vínculo especial para eles. E, fazendo isso praticamente todas as noites, vi que é mesmo, já que se torna um momento especial entre eu e eles, uma vez que, deitados e próximos, eles olham com curiosidade as páginas do livro, afim de descobrir o que há de especial no que foi ouvido. E, eles tem amado muito e ficam tristes quando a rotina é quebrada. Quero que eles levem para o futuro esse hábito que tenho com eles e se lembrem com carinho desse momento especial.

Beijos e até o próximo post ^_^ 



28 de junho de 2015

Resenha: Livro "A Máquina de Contar Histórias" + Parceria

Olá!!!

Sei que devo alguns textos por aqui, mas a correria e a falta de organização me impedem de deixar rascunhos prontos e soltá-los durante a semana. Como essa rotina do blog também é nova para mim, não fiz uma agenda com tudo aquilo que pretendo publicar no decorrer desse tempo. Então, fiquem calmos que vai tudo caminhar aos poucos por aqui, pois lembrem-se que a vontade de escrever precisa ser ponderada entre minha rotina de mãe, trabalho e filhos.

Hoje eu quero falar sobre uma resenha que elaborei para uma amiga blogueira (já aviso que quando conversamos, a intenção era fazer uma resenha conjunta. Mas, os planos mudaram, conforme me informaram agora pouco) de livros que conheci pelo Instagram (se eu estiver errada, ela me corrige depois). Sim, o amor pelos livros ultrapassou a rede social e virou amizade, daquelas de conversar sobre assuntos corriqueiros e tal. Trocando mensagem com a Ketilin, ela me fez uma proposta diferente e inusitada: escrever uma resenha conjunta, sobre um livro lido por ambas, assim, cada uma colocaria seu ponto de vista na resenha. 

Eu não tinha feito isso antes, uma vez que a minha intenção com este blog não era divulgá-lo ao mundo, mas sim, ficar em algo meio restrito nas buscas ou, no máximo, divulgar para os amigos e familiares. Mas, meu lado jornalista falou mais alto, eu perdi o medo dessa exposição e topei o desafio. Há anos não escrevo textos desse jeito, pois os últimos posts do blog sempre foram bem pessoais, informais, nada muito "importante". Mas, a tentação bateu e eu cedi... E confesso: o lado jornalista falou muito alto e a resenha foi escrita nesse perfil (e eu pensava que seria como os blogs que eu leio, cheio de trechos do livro como aconteceu com a resenha de A culpa é das estrelas. Mas, esse texto não foi bem assim e tomou um rumo diferente). 

Segue o meu texto na íntegra (repetindo o que aconteceu por lá, pois, como falei, houve uma mudança na proposta original. Este post estava pronto no rascunho desde ontem, para vocês verem que eu aguardava a posição deles antes de soltar o meu post). Calma que ainda analisamos uma nova parceria para -  e em - projetos futuros.

Lá vocês poderão encontrar resenhas de outros livros (alguns eu também já li) e conhecerão o trabalho dessas duas amigas que leem muito mais do que eu. Bora matar a curiosidade da minha primeira resenha "oficial", mas a segunda do blog?! Já aviso que acrescentei algumas informações extras no texto abaixo, pois há postagens no meu blog sobre um assunto citado (essa parte inclusa está sublinhada).

Estava em busca de um livro de um autor nacional que me encantasse. E sabe aquele livro que te encanta pela capa e pelo título, para depois te encantar com a sinopse? Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando vi em uma loja virtual o livro A Máquina de contar histórias, de Maurício Gomyde. Como não amar uma capa que tem uma máquina de escrever (apenas quem tem mais de 30 anos sabe como era “sofrido” usá-la para datilografar textos – sim, essa máquina é a “mãe da computação”), um sorvete de casquinha, uma roda gigante e um título que te faz viajar, imaginando que tipo de história é esta?  

Sim, a minha casa já foi invadida por Minions.

E, a sinopse: Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias, o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das filhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família “V”.

Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.

Depois disso, vi que tinha que lê-lo a qualquer custo, o que aconteceu pouco tempo depois. Livro em mãos, leitura iniciada e... muitos momentos de reflexão que, conforme o livro avançava, me dava vontade de chegar logo ao seu fim.

O livro começa no momento em que, após a divulgação de seu novo livro e o retorno ao hotel, “aquilo” acontece. O chão de Vinícius desmorona e a pressa em voltar para casa se torna algo inevitável, pois ele quer estar presente no enterro da esposa, Viviana, nem que seja no último minuto. Ao chegar ao cemitério e encontrar suas filhas, Valentina (a mais velha e que deixara inúmeras mensagens no celular do pai na noite anterior) e Vida (que muito nova, imagina que a mãe está apenas dormindo), e ele passa a tentar compreender tudo, do comportamento da filha e do motivo da rejeição, além de viver, a partir de agora, sem sua amada.

Na tentativa de encontrar um jeito de reconquistar a confiança de Valentina, ele descobre arquivos secretos e percebe que, o último modo de salvar tudo o que lhe restou é uma viagem em família. Uma frase marcante nos seis pedidos citados pela esposa durante um vídeo gravado pela filha é: “que a família V esteja completa”. A partir daí, começa a grande jornada de Vinícius: resgatar sua família, pois uma parte dela havia “levada”. Mas como?!

A fim de atender os demais pedidos de sua amada, Vinícius traça uma viagem com destino incerto para as filhas, pois vai depender delas em continuar o trajeto ou não. Mas, será que Valentina estaria disposta a se aventurar nisso, já que carrega em seu coração um ponto de vista sobre o pai, diferente daquilo que ele realmente é? Como enfrentar a imposição de Vinícius em meio a mágoas, rancores e a saudade da mãe? Para a pequena Vida, a viagem é apenas uma nova diversão (mesmo que não seja para ir à Disney), um novo mundo a ser descoberto e explorado. E para Vinícius, a união e o amor de sua família.

Você também passa a conhecer algumas cidades da Europa (e quer se aventurar nesses eventos, pois a família se divertiu muito) e também compreende a personalidade e identidade de cada personagem. E Vinícius também descobre que, entre o sucesso e a fama, o que é mais importante é... 

O final do livro é uma surpresa agradável e reflexiva. E após terminar a leitura, eu pensei durante dias sobre toda a narrativa, por também ter também vivido um momento parecido com a história de Vinícius (perdi minha mãe para o câncer há pouco mais de 4 anos e quem já passou por aqui antes sabe que há posts sobre isso) e também por pensar no futuro, onde pode acontecer o que aconteceu com ele (por ter dois filhos pequenos, que precisam de atenção, amor e carinho).

Vivemos em um mundo onde valorizamos bens distintos e queremos sempre o melhor para os nossos amados. Trabalhamos até mais de 10 horas por dia se precisarmos, temos mais de um emprego, investimos alto em educação, alimentação e vestimenta, pensando no “bem” de nossos queridos. Mas, onde entra o amor nesse meio?! Será que realmente priorizamos o que achamos que seja o “melhor”, quando o “melhor” não é aquilo que nossos amados querem? Será que, no mundo em que vivemos, a palavra amor é exercida, vivida ou explorada com o significado real do termo?!

Parafraseando uma música de Renato Russo: “Quem inventou o amor? Me explica, por favor?” Porque o amor tem vários significados, falta nós encontrarmos aquele que mais faz sentido em nossas vidas. E, será que as pessoas ao nosso redor também compreendem o motivo de nossas fugas, de nosso modo de encarar a realidade e que precisamos de um refúgio para refletir um pouco, para depois retomar nossa rotina?! Como enfrentar a dor de frente, quando temos medo dela?! Como enfrentar as dúvidas, num momento onde nós não sabemos de onde tirarmos forças para prosseguir adiante? Enfim, reflexões da vida, reflexões do “seu eu”, reflexões do “nosso todo”.



Para mim, A máquina de contar histórias foi uma das maiores surpresas lidas este ano. E eu admito que já estou em busca dos outros livros publicados pelo autor, pois se seguir a mesma didática, o livro feito com uma narrativa que te encanta e te faz querer chegar logo ao fim...  Pode ter certeza que Maurício Gomyde terá espaço garantido, sempre, na minha estante. 

É um texto diferente daquele que eu publiquei antes, eu sei. Mas, vi que amo demais a minha profissão e ainda não tenho certeza se todas as resenhas tomarão esse rumo, de ser mais pessoal ou mais jornalística. É como falei: ainda estou na busca de uma identidade para esta nova fase do blog, então... aguardem o que vem por aí. 

E, por favor, não esqueçam de seguir o blog Amor em cada Página (http://amoremcadapagina.blogspot.com.br/) e prestigiar essa parceria (que, se depender de mim, não acaba tão cedo). 

Com a edição, uma ótima semana à todos e até o próximo post. 

Beijos ^_^