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5 de outubro de 2015

Resenha: Quando o Vento Sumiu (Graciela Mayrink)

Olá!!!

Peço desculpas pela demora nas postagens por aqui, pois estou numa fase meio complicada e turbulenta da minha vida pessoal e... Isso tem afetado o cronograma deste cantinho. Espero que tudo se resolva em breve, mas como tudo tem seu tempo e a pressa é inimiga da perfeição....

Bom, sem mais delongas e atrasos, segue a resenha do último livro publicado pela maravilhosa autora Graciela Mayrink. Confesso que, Quando o Vento Sumiu mexeu demais comigo (os motivos são explicados dentro da resenha). Mais uma vez, ele também será publicado pelas amigas do Amor em Cada Página, mas desta vez, eu a postarei antes, por questão de cronograma mesmo (há outros livros que quero resenhar e há muitos projetos atrasados, além de inúmeras novidades que quero contar). Acalmem-se que daqui a pouco eu farei um post sobre uma pessoa super especial e importante na minha vida, que merece meu relato pessoal. Mas, por enquanto, entre a bagunça da minha vida pessoal, a correria da vida de mãe (que trabalha em casa), segue a resenha. Preparem-se pois o livro é muito diferente dos outros dois já publicados. 

"Qual o meu favorito entre os três?", você deve me perguntar. Bom, admito que há um empate técnico, pois Até Eu Te Encontrar e Quando o Vento Sumiu mexeram demais comigo, em momentos e de maneiras diferentes. Leiam a resenha e tentem entender o motivo da dúvida do meu livro favorito escrito pela Graciela.

E... estou em teste com novos layouts para o blog. Talvez mudanças serão feitas e atualizadas depois...

Enfim, o último livro lançado pela Graciela Mayrink será resenhado. Fico até um pouco triste com tudo isso, uma vez que terei que aguardar um ano para ler uma nova obra da autora que conquistou meu coração este ano. Até lá, entre novos livros e autores, perderei a conta de quantas vezes relerei meus preciosos, que ficarão com novas páginas e frases preferidas marcadas e selecionadas.


Eu aguardei ansiosamente por Quando o Vento Sumiu, uma vez que o subtítulo diz: E se você pudesse escolher o final da sua história? Afinal, acho que esse é um desejo (ou pedido) que algumas pessoas se questionam em um ou vários momentos de reflexão da vida ou do cotidiano. Eu mesma tenho feito isso e se eu pudesse escolher o final da minha história... Vejo, hoje, que teria tomado outro rumo em certas decisões.

Eu li o primeiro capítulo disponível no site da editora, mas quando peguei o livro em mãos, comecei a leitura do zero, uma vez que imaginava uma grande surpresa naquelas páginas. E sim, como os demais, eu devorei o livro em um dia apenas (até rolou uma brincadeira entre nós – as meninas do Amor em Cada Página, Graciela e eu - no Instagram), e fiquei... completamente em transe com o final do livro. O motivo?! Foi o livro o mais impactante e o mais inesperado que li da Graciela. Tanto que, a resenha que deveria ser escrita rapidamente, simplesmente ficou travada na mente e no coração, ao ponto de eu precisar de um tempo a mais para refletir a escrita e tempo para começar a escrever este texto.


Agora, vamos à sinopse da capa para entendermos um pouco sobre a história: 


Confesso que fui pega de surpresa com este livro, pois ele é muito diferente dos outros dois. Não sei dizer ao certo qual deles é o meu preferido, pois Até Eu Te Encontrar é um livro que mexeu (e mexe até hoje, pois ele fica na minha releitura direto) muito comigo, me fez redescobrir sentimentos, paixões e meu “eu interior adormecido”. Mas, Quando o Vento Sumiu, me fez refletir sobre a vida, pois ESCOLHA é praticamente a base do livro. E, a nossa vida é feita de escolhas, das quais muitas vezes, nós não podemos voltar atrás (nessas horas, uma máquina do tempo viria a calhar) e tentar consertá-las, nem sempre é tão fácil como imaginamos.

Suzan (ou Suzana, como apenas Renato a chama) é uma mulher decidida em vários momentos e encontrei nela uma força parecida (ou até maior) que a de Flávia de AETE. É uma protagonista que luta muito, que vive um amor platônico, mas que, decide dar uma chance para um novo amor. E, quando ela menos imagina, a escolha é certeira, pois arrebata todos os sentimentos ocultos de uma maneira que ela não imaginava que pudesse existir ou conhecer. Ela vive dias intensos, de descobertas, de maturidade, de conhecimento que me prenderam demais na leitura e me fizeram querer dias como aqueles também...

Os capítulos avançam e você lê sobre sentimentos que pode ter vivenciado em sua vida, mesmo que seja uma única vez. O fato das escolhas (sim, eu vou repetir esta palavra várias vezes neste texto), dos acontecimentos, das decisões, dos retornos, do passado, do presente e do futuro... tudo é perfeitamente encaixado na trama de uma maneira surpreendente. Eu, pelo menos, me senti no meio da história e das decisões vividas por Suzan e me senti a própria personagem em alguns momentos. Você torce, grita, se indigna, chora, ri... É uma montanha russa de sentimentos, cheio de subidas e descidas imprevisíveis a cada capítulo.

Além dos três protagonistas, não posso esquecer de mencionar personagens como Beca (Rebeca, a irmã mais nova de Suzan – que em algumas horas,parece até ser a irmã mais velha); Paulinha (amiga – maluquinha – de classe de Suzan) e Tatiana, que tem uma participação importante na trama, no ato de uma reviravolta. Mas, também não posso esquecer Antônio (pai da Suzan) e Dona Eulália (mãe de Mateus), que são pais extremamente dedicados aos seus filhos e querem apenas a felicidade dos seus meninos.

O livro simplesmente me encantou, não há como discutir isso. Me fez lembrar de uma história de meu passado; dos acontecimentos atuais e vividos; me faz pensar no meu presente e me faz querer ver até onde eu irei com a minha história, junto ao futuro que me aguarda; ou se eu mudarei parte do meu presente e deixarei o futuro... um mistério a ser vivido.

Admito que, quando penso que sou forte, vejo que Suzan foi muito mais além do que eu esperava dela mesma no livro. E vejo que sou uma pessoa como qualquer outra: não fraca, nem covarde, que tem seus medos e suas inseguranças... E que tenho uma força interior enorme dentro de mim que precisa florescer para que as minhas escolhas sejam tomadas. Mas, eu sei que não sou forte o bastante como Suzan foi ao final do livro, isso eu sei. Não ainda, mas quem sabe mais adiante...

Vivam a vida e reflitam bem em e sobre suas escolhas. Há escolhas que podem ser tomadas precipitadamente, e que podem afetar o futuro de um jeito incerto, que o faz se questionar anos depois. Há escolhas que são tomadas e os fazem serem felizes para sempre, sem arrependimentos, remorsos ou dores. Há escolhas que são tomadas e podem trilhar caminhados diferentes depois. Há escolhas que nos trazem uma felicidade descomunal para o resto de nossos dias... Escolham com sabedoria, com astúcia, com o coração e mente sã, certos que isso os fará muito felizes, não se importando com a opinião dos outros que estão ao seu redor. E vivam, pois a vida é para ser vivida.

Lembrem-se que, dificilmente, não há volta quando uma escolha ou decisão é tomada e dada com um ponto final. Ela pode ser alterada, mudada no futuro, no amanhã, no depois. Mas não será mais a mesma que você imaginou em seus pensamentos antes de tomar esta escolha.

E, já diz a dedicatória de Graciela, no início do livro: Para minha irmã Flávia, uma leitora que não gosta de clichês.

E acreditem: não há clichês neste livro...

Uma ótima semana para vocês e até o próximo post!!! 

Beijos ^_^

6 de setembro de 2015

Resenha: A Marca de uma Lágrima (Pedro Bandeira)

Olá!!!


Uau, dois posts na semana é tudo de bom, hein?! Ainda em ritmo de Bienal do Livro 2015 (pena que é no Rio de Janeiro), vou postar uma resenha de um livro que li quando nova, mas que faz parte da minha juventude. E sim, o reli recentemente, não somente para a resenha, mas por amar a história: A Marca de Uma Lágrima, do maravilhoso autor Pedro Bandeira. A resenha foi pedido das meninas do blog Amor em Cada Página (http://amoremcadapagina.blogspot.com.br) e também está publicado por lá. 



Quem me conhece desde a adolescência, sabe que sou mega fã do escritor brasileiro Pedro Bandeira. Foi através de suas palavras que viajei demais com um livro (A Droga da Obediência, indicado por um primo que não leu os outros livros da saga) e que arrebatou meu gosto pela leitura. E, como na minha infância não havia internet para correr atrás dos outros livros lançados pelo autor (por favor, lembrem-se que sou uma mulher com mais de 30 anos), eu recorria à biografia que se encontra no final do livro para saber mais sobre as obras publicadas pelo autor. Tanto que, li todos os livros protagonizados pelos Os Karas (e me emocionei ao ler o último livro – publicado em 2014 - que concluiu a saga de uma maneira esplêndida), e foi assim que conheci e li A Marca de uma lágrima, que será apresentado agora.


Diferente da saga Os Karas (quem quiser resenha dos livros, por favor, comente), a história é narrada por Isabel, uma adolescente que se apaixona por seu primo Cristiano, que se apaixona pela melhor amiga de Isabel, Rosana. E agora, como lidar com estes sentimentos, em meio à adolescência?!

Bom, vamos à sinopse da capa:

Isabel se acha feia. Será mesmo? Ou somente ela acha isso? Escreve cartas e versos para ajudar o namoro de Rosana, sua melhor amiga, com Cristiano, seu grande amor. Por causa da beleza e da verdade de suas cartas, Cristiano mais se apaixona por Rosana e mais aumenta a desesperança de Isabel. Sua situação agrava-se ainda mais com a morte da diretora da escola, pois a jovem é testemunha de que aquele aparente suicídio seria na verdade um bárbaro assassinato e, a partir de então, sua vida estará.

Isabel é uma adolescente como muitas, que ama em segredo e tem seus complexos. É uma boa aluna, escrever poesias, sonha em encontrar o amor verdadeiro e “conversa” sobre seus pensamentos com o espelho em meu quarto. O encontro dos quatro personagens principais (como não esquecer Fernando, amigo de Cristiano, que ama Isabel loucamente) acontece na festa de aniversário de Cristiano, mas o desenrolar da trama acontece na escola, durante as aulas.

Em meio ao “triângulo amoroso” protagonizado por Isabel, Cristiano e Rosana, à ajuda pedida tanto por ambos para surpreender seus amados, um crime acontece e o desfecho é surpreendente, solucionado em meio ao caos imaginável. Em meio à uma alucinação, Isabel supõe respostas ao crime, revertendo a situação em meio ao transe em que se colocou. Afinal, como a querida diretora Dona Albertina morreu dentro de sua sala? Onde entra o amor de Fernando no meio de tudo? Será que Cristiano saberá a verdade sobre os poemas enviados e recebidos e sobre o amor que a prima sente por ele?

A marca de uma lágrima é um livro com muita ação e suspense, que prende o leitor do começo ao fim. Você quer descobrir a verdade sobre tantos segredos, quer gritar para Isabel para que ela abra seu coração, quer chorar com suas dúvidas, sofre com seus problemas (e até se identifica com ele)... É um livro com final surpreendente e maravilhoso, que te faz querer um amor assim.

Pedro Bandeira, como em tantos outros livros, soube usar uma narrativa adolescente que me encanta nos livros que já li. Ele soube engrenar a história como um regente atento à sua equipe e fez um livro com suspense, amor, amizade, responsabilidades, fantasias e poemas. Ele mescla o amor nesta fase da vida, assim como suas aflições que, mesmo adulta, não há como não amar ou se apaixonar pelo livro.


Curioso?! Leia e divirta-se... mas esteja atento para todas as surpresas que o livro traz... 

Beijos e até o próximo post!!! ^_^

PS: Se você procurar este livro para compra, notará que a capa não é a mesma. Sim, o livro fotografado é super antigo.



3 de agosto de 2015

Resenha: A Namorada do meu amigo (Graciela Mayrink)

Olá!!!


A resenha de hoje (que está um pouco atrasada, pois deveria ter sido publicada ontem) é mais uma publicação / parceria com o blog Amor em Cada Página (http://amoremcadapagina.blogspot.com.br/), que me permitiu compartilhar o amor que tive com esse livro. É mais uma dica de literatura nacional, e mais uma autora que conquistou meu coração.

Com vocês, segue a resenha de A namorada do meu amigo, escrito por Graciela Mayrink e lançado pela Editora Novo Conceito.





Imagine estar em uma loja virtual olhando livros em promoção e sempre um deles aparece na sua frente. Você olha o título, a capa bonita e pensa: “deve ser autor internacional e já deve ter filme. Leio depois”. Mas, em outra loja virtual, o mesmo livro te dá um “Oi, estou aqui” e você o ignora. Na outra loja, o título vem de novo em sua frente e você diz: “Ok, agora eu vou ler de qualquer jeito”. Compra e aguarda ansiosamente, travando todos os outros livros que tem para ler. E, quando ele chega, tem uma bela surpresa: aquele livro que você pensou que fosse de autor internacional é de um autor nacional, não tem filme ainda e você se apaixona demais por ele, ao ponto de não querer mais largar.

Isso já aconteceu com você?! Não?! Pois bem, isso comigo aconteceu com A namorada do meu amigo, da autora Graciela Mayrink. Sim, eu admito: toda vez que via o nome do livro e o nome da autora, jamais associava à leitura nacional. E, mais uma vez, sou uma pessoa feliz por conhecer outro autor brasileiro que conquistou meu coração esse ano.

Só para vocês terem uma ideia, segue a sinopse que está na capa do livro:

Quando voltou das férias de verão, Cadu não imaginava a confusão em que a sua vida se transformaria. Era para ser um ano normal, mas ele entrou em uma enrascada e está correndo o risco de perder a amizade do cara mais legal do mundo. O que fazer quando a namorada do seu amigo vira uma obsessão para você?

Os churrascos da turma da faculdade talvez ajudem a esquecer Juliana, e, se depender do esforço do divertido Caveira, não faltarão garotas gente boa para preencher o coração de Cadu.

Mas não adianta forçar... Quem consegue mandar no coração? Alice, a irmã de Beto, é só mais uma das dores de cabeça que Cadu tem que enfrentar. A vida inventa cada cilada!

Eu não li o livro através da sinopse, pois o título já havia me conquistado. A capa também contribuiu demais com a história, pois enfatiza o que o livro vai mostrar em suas páginas. E, foi uma leitura apaixonante demais, eu acabei o livro em um dia, ao ponto de já começar a releitura no dia seguinte e não o largar mais (só o larguei, pois chegou o outro livro da Graciela, devo admitir).

Os personagens criados pela autora são personagens da vida real, pessoas como eu e você e moram no Brasil. Sim, nada de cidades futuristas, séculos depois ou pós-guerra. Nossos personagens são brasileiros “da gema”, estudam, curtem os amigos, vão às festas, amam música, filmes, namoram, ficam, enfim, vivem uma rotina como qualquer pessoa. Mas te prendem de uma maneira sensacional, pois cada um tem uma personalidade única. “Os Três Mosqueteiros”, Aramis Cadu tem um jeito cativante e apaixonado; Porthos Caveira tem uma personalidade descontraída e um pouco “sem noção”; Athos Beto é “cabeça quente” e um pouco garanhão e D’Artagnan (oi?) Juliana (Juju, para os íntimos) é um sonho. Além deles, há Alice (a irmã mais nova de Beto), uma garota decidida e forte e que não pode ficar de fora desta menção.


Conforme os capítulos avançam, você sente a indecisão de Cadu e vive junto a aflição deste amor proibido. Afinal, como amar a pessoa que você brigava tanto quando era criança e sentir, agora adultos, que ela é o seu grande amor?! Mas, além deste amor entre homem e mulher, há também o amor de amigo já que Cadu não quer perder a amizade com Beto, mas ao mesmo tempo, que não quer perder Juju... E, vocês não imaginam qual personagem surpreende mais na reta final da história... São tantas emoções!!!

A balança do coração fica pendendo o livro todo. Em um lado, você coloca o coração de Cadu ao lado de seu amor (verdadeiro) por Juliana. No outro lado, você coloca o peso da amizade que une os três amigos (sim, Caveira está muito presente em várias situações que envolvem Cadu, Beto e até mesmo Juliana) há anos e não sabe exatamente para onde ela deve ir. Só sabe que precisa ter um fim e que um dos dois lados sairá magoado. Infelizmente...

O final do livro surpreende, digo mesmo que fui pega de surpresa com o final. Eu posso estar sendo muito “abusada”, mas considero que Graciela me conquistou assim como John Green (sim, o autor de A Culpa É Das Estrelas) me conquistou, pois, o final é... É inesperado, é real, é... Uau, é um baita final para o livro!!!

Na demanda dos capítulos, você sofre, ama, detesta, ri e você quer aquilo, como não quer aquilo, mas, simplesmente não consegue se decidir... E quando termina o livro fica querendo mais, muito mais... Porque todos os personagens podem se encontrar em um futuro não tão distante, com muitas novas histórias para contar. Seria algo que você precisaria de um segundo ou de um terceiro livro para captar o final real desta história, pois é o que eu gostaria de ler, se houver uma continuação.

Graciela, assim como o Maurício Gomyde, você foi uma das minhas surpresas do ano, ainda mais que vários títulos internacionais estão no auge entre os leitores. Já comentei em algumas redes sociais que virei sua fã (e também, já obtive sua resposta e estou super feliz, igual criança que ganha doce da mãe pela primeira vez) e estou com Até eu te encontrar (que é o primeiro livro lançado. Sim, eu li em ordem inversa) pronto para resenhar. Anseio agosto para comprar sua terceira obra e posso garantir que seu lugar, na minha estante, está mais que garantido...

Espero que vocês tenham gostado!!!

Beijos e até o próximo post!!! ^_^

28 de junho de 2015

Resenha: Livro "A Máquina de Contar Histórias" + Parceria

Olá!!!

Sei que devo alguns textos por aqui, mas a correria e a falta de organização me impedem de deixar rascunhos prontos e soltá-los durante a semana. Como essa rotina do blog também é nova para mim, não fiz uma agenda com tudo aquilo que pretendo publicar no decorrer desse tempo. Então, fiquem calmos que vai tudo caminhar aos poucos por aqui, pois lembrem-se que a vontade de escrever precisa ser ponderada entre minha rotina de mãe, trabalho e filhos.

Hoje eu quero falar sobre uma resenha que elaborei para uma amiga blogueira (já aviso que quando conversamos, a intenção era fazer uma resenha conjunta. Mas, os planos mudaram, conforme me informaram agora pouco) de livros que conheci pelo Instagram (se eu estiver errada, ela me corrige depois). Sim, o amor pelos livros ultrapassou a rede social e virou amizade, daquelas de conversar sobre assuntos corriqueiros e tal. Trocando mensagem com a Ketilin, ela me fez uma proposta diferente e inusitada: escrever uma resenha conjunta, sobre um livro lido por ambas, assim, cada uma colocaria seu ponto de vista na resenha. 

Eu não tinha feito isso antes, uma vez que a minha intenção com este blog não era divulgá-lo ao mundo, mas sim, ficar em algo meio restrito nas buscas ou, no máximo, divulgar para os amigos e familiares. Mas, meu lado jornalista falou mais alto, eu perdi o medo dessa exposição e topei o desafio. Há anos não escrevo textos desse jeito, pois os últimos posts do blog sempre foram bem pessoais, informais, nada muito "importante". Mas, a tentação bateu e eu cedi... E confesso: o lado jornalista falou muito alto e a resenha foi escrita nesse perfil (e eu pensava que seria como os blogs que eu leio, cheio de trechos do livro como aconteceu com a resenha de A culpa é das estrelas. Mas, esse texto não foi bem assim e tomou um rumo diferente). 

Segue o meu texto na íntegra (repetindo o que aconteceu por lá, pois, como falei, houve uma mudança na proposta original. Este post estava pronto no rascunho desde ontem, para vocês verem que eu aguardava a posição deles antes de soltar o meu post). Calma que ainda analisamos uma nova parceria para -  e em - projetos futuros.

Lá vocês poderão encontrar resenhas de outros livros (alguns eu também já li) e conhecerão o trabalho dessas duas amigas que leem muito mais do que eu. Bora matar a curiosidade da minha primeira resenha "oficial", mas a segunda do blog?! Já aviso que acrescentei algumas informações extras no texto abaixo, pois há postagens no meu blog sobre um assunto citado (essa parte inclusa está sublinhada).

Estava em busca de um livro de um autor nacional que me encantasse. E sabe aquele livro que te encanta pela capa e pelo título, para depois te encantar com a sinopse? Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando vi em uma loja virtual o livro A Máquina de contar histórias, de Maurício Gomyde. Como não amar uma capa que tem uma máquina de escrever (apenas quem tem mais de 30 anos sabe como era “sofrido” usá-la para datilografar textos – sim, essa máquina é a “mãe da computação”), um sorvete de casquinha, uma roda gigante e um título que te faz viajar, imaginando que tipo de história é esta?  

Sim, a minha casa já foi invadida por Minions.

E, a sinopse: Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias, o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das filhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família “V”.

Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.

Depois disso, vi que tinha que lê-lo a qualquer custo, o que aconteceu pouco tempo depois. Livro em mãos, leitura iniciada e... muitos momentos de reflexão que, conforme o livro avançava, me dava vontade de chegar logo ao seu fim.

O livro começa no momento em que, após a divulgação de seu novo livro e o retorno ao hotel, “aquilo” acontece. O chão de Vinícius desmorona e a pressa em voltar para casa se torna algo inevitável, pois ele quer estar presente no enterro da esposa, Viviana, nem que seja no último minuto. Ao chegar ao cemitério e encontrar suas filhas, Valentina (a mais velha e que deixara inúmeras mensagens no celular do pai na noite anterior) e Vida (que muito nova, imagina que a mãe está apenas dormindo), e ele passa a tentar compreender tudo, do comportamento da filha e do motivo da rejeição, além de viver, a partir de agora, sem sua amada.

Na tentativa de encontrar um jeito de reconquistar a confiança de Valentina, ele descobre arquivos secretos e percebe que, o último modo de salvar tudo o que lhe restou é uma viagem em família. Uma frase marcante nos seis pedidos citados pela esposa durante um vídeo gravado pela filha é: “que a família V esteja completa”. A partir daí, começa a grande jornada de Vinícius: resgatar sua família, pois uma parte dela havia “levada”. Mas como?!

A fim de atender os demais pedidos de sua amada, Vinícius traça uma viagem com destino incerto para as filhas, pois vai depender delas em continuar o trajeto ou não. Mas, será que Valentina estaria disposta a se aventurar nisso, já que carrega em seu coração um ponto de vista sobre o pai, diferente daquilo que ele realmente é? Como enfrentar a imposição de Vinícius em meio a mágoas, rancores e a saudade da mãe? Para a pequena Vida, a viagem é apenas uma nova diversão (mesmo que não seja para ir à Disney), um novo mundo a ser descoberto e explorado. E para Vinícius, a união e o amor de sua família.

Você também passa a conhecer algumas cidades da Europa (e quer se aventurar nesses eventos, pois a família se divertiu muito) e também compreende a personalidade e identidade de cada personagem. E Vinícius também descobre que, entre o sucesso e a fama, o que é mais importante é... 

O final do livro é uma surpresa agradável e reflexiva. E após terminar a leitura, eu pensei durante dias sobre toda a narrativa, por também ter também vivido um momento parecido com a história de Vinícius (perdi minha mãe para o câncer há pouco mais de 4 anos e quem já passou por aqui antes sabe que há posts sobre isso) e também por pensar no futuro, onde pode acontecer o que aconteceu com ele (por ter dois filhos pequenos, que precisam de atenção, amor e carinho).

Vivemos em um mundo onde valorizamos bens distintos e queremos sempre o melhor para os nossos amados. Trabalhamos até mais de 10 horas por dia se precisarmos, temos mais de um emprego, investimos alto em educação, alimentação e vestimenta, pensando no “bem” de nossos queridos. Mas, onde entra o amor nesse meio?! Será que realmente priorizamos o que achamos que seja o “melhor”, quando o “melhor” não é aquilo que nossos amados querem? Será que, no mundo em que vivemos, a palavra amor é exercida, vivida ou explorada com o significado real do termo?!

Parafraseando uma música de Renato Russo: “Quem inventou o amor? Me explica, por favor?” Porque o amor tem vários significados, falta nós encontrarmos aquele que mais faz sentido em nossas vidas. E, será que as pessoas ao nosso redor também compreendem o motivo de nossas fugas, de nosso modo de encarar a realidade e que precisamos de um refúgio para refletir um pouco, para depois retomar nossa rotina?! Como enfrentar a dor de frente, quando temos medo dela?! Como enfrentar as dúvidas, num momento onde nós não sabemos de onde tirarmos forças para prosseguir adiante? Enfim, reflexões da vida, reflexões do “seu eu”, reflexões do “nosso todo”.



Para mim, A máquina de contar histórias foi uma das maiores surpresas lidas este ano. E eu admito que já estou em busca dos outros livros publicados pelo autor, pois se seguir a mesma didática, o livro feito com uma narrativa que te encanta e te faz querer chegar logo ao fim...  Pode ter certeza que Maurício Gomyde terá espaço garantido, sempre, na minha estante. 

É um texto diferente daquele que eu publiquei antes, eu sei. Mas, vi que amo demais a minha profissão e ainda não tenho certeza se todas as resenhas tomarão esse rumo, de ser mais pessoal ou mais jornalística. É como falei: ainda estou na busca de uma identidade para esta nova fase do blog, então... aguardem o que vem por aí. 

E, por favor, não esqueçam de seguir o blog Amor em cada Página (http://amoremcadapagina.blogspot.com.br/) e prestigiar essa parceria (que, se depender de mim, não acaba tão cedo). 

Com a edição, uma ótima semana à todos e até o próximo post. 

Beijos ^_^