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12 de julho de 2017

Resenha: Livro "Um Herói para Ela" (Lu Piras)

E faz tempo que não temos resenhas por aqui!!! Na verdade, há tantos livros lidos sem resenhas que, optei em revisar uma já escrita há tanto tempos que... deu certo!!! Confesso, mudei várias vezes a resenha deste livro, que finalmente vai para o blog. Eu achava imatura a escrita antes e hoje, consigo entender o por quê de tudo.

Então, vamos lá? Com vocês, Um Herói para ela, de Lu Piras e publicado pela Editora Novo Conceito. O livro tem 336 páginas e admito que li muito rápido.



Quem um dia não sonhou em encontrar um príncipe encantado, em plena Nova York e viver um amor digno de um filme? Pois bem, é assim que Bianca, a protagonista do livro Um Herói para Ela, da Lu Piras, começa o enredo do livro.


Quem não gostaria de Escrever sua própria história, seja ela na vida e no amor?! Quem gostaria de poder, através das palavras, escrever sobre uma paixão e ter a oportunidade desse sonho, virar um filme?! Pois é praticamente isso que acontece com Bianca, a brasileira que...

Já aviso de antemão que me apaixonei pela capa... a Ponte do Brooklyn (que eu conhecerei um dia) e um casal apaixonado na capa, carregados pelo título, me desbancaram. E, quando peguei o livro para ler... muitos suspiros eu tive... ai, ai...

Bianca é advogada, mas seu grande sonho é ser roteirista. Vendo sua infelicidade e uma chance da filha realizar seus sonhos, seus pais a inscrevem em um curso de roteiro em uma importante escola de Nova York. E, incrédula, Bianca passa com uma nota alta e vai para cidade que nunca dorme realizar seu sonho, de onde começa o ponto de partida de nossa história.

Chegando lá, Bianca conhece suas colegas de quarto (Mônica - também brasileira e descendente de japoneses - e Natalya, uma russa que trabalha em uma casa noturna muito badalada) e passa a se aventurar pela cidade, entre curso, restaurantes italianos e um possível paquera. Mas, um garçom italiano a encanta perdidamente, assim, como ela a ele.

Lógico que, para dar mais emoção à trama, há mistérios envolvendo Salvatore (o garçom italiano) que você nem imagina. Ler certos trechos do livro é se sentir em um filme de “O Poderoso Chefão”, com direito à máfia italiana, tatuagens e passados misteriosos. Além de um mocinho que é tão anti-herói e o anti-herói que é um mocinho perfeito, que ajudam a dar um quê de emoção e mistério ao livro.

E, o amor... ah, o amor... Impossível não suspirar com esse sentimento que Salvatore e Bianca vivem e se entregam, pois você sente que – mesmo entre tantos mistérios e surpresas – ele é verdadeiro e único.

Vivemos às pressas de nossas rotinas e presas às dúvidas do que nós achamos certo, errado ou duvidoso. Há oportunidades que não queremos deixar para trás, mas o medo nos domina e nos faz fazer aquilo que nos é mais seguro. Mas, há oportunidades de que não podemos negar e temos de nos dar essa chance de sermos felizes, para sempre.

Quando o amor bate à nossa porta, de uma maneira sincera, avassaladora, real e verdadeira... No meu ver e pensamento, precisamos dar uma chance à ele, pois quando sentimos e acreditamos na pureza deste sentimento, não podemos deixá-lo de lado ou simplesmente ignorá-lo.


Um brinde às oportunidades que a vida nos traz quando menos esperamos!!! 
(e eu digo, por experiência)

Beijos ^_^

27 de junho de 2017

Top Five: Casais em livros

Sei que o Dia dos Namorados já passou e estamos em junho, época das festas juninas. Mas, eu não podia terminar o mês sem citar alguns casais de livros que li e sou apaixonada... 

Será uma citação básica, pois, como alguns sabem, eu adoro um romance:

* Hazel e Gus, A Culpa É Das Estrelas (John Green): Como não citar este casal fofo de adolescentes, que descobre em um grupo de apoio, uma paixão avassaladora?! Sabemos qual é o final da história, mas, não podemos deixar de mencionar que - tanto no livro como no filme - há demonstrações sinceras de um amor no qual - algumas pessoas - sonham em encontrar um dia.

* Tris e Quatro, Divergente (Veronica Roth): Imagine pular de um prédio e dar de cara com um par lindos de olhos e descobrir que ele será seu instrutor durante seu treinamento? Além disso, descobrir que, por trás daquela "cara de mau", há um homem com um coração maravilhoso, disposto a lutar por você? Eu me apaixonei por este dois rapidinho quando li a Trilogia...

* America e Maxon, A Seleção (Kiera Cass): Por causa de uma torta de morango, America perdeu uma aposta e teve seu "encontro real" com o príncipe Maxon. Estes dois, no meu ver, são a prova de amor de que, a pessoa que mais se diz não pertencer a um lugar é a mais destinada à ele. 



* Flávia e Luigi, Até Eu Te Encontrar (Graciela Mayrink): um casal destinado a ser um do outro desde o início. Não importa onde, nem mesmo feitiços, são capazes de separar o que é seu por direito. A briga por eles, o amor que cresce aos poucos é algo que, dá para se sonhar e acreditar que tudo tem seu tempo. 



* Bia e Guga, Azar O Seu (Carol Sabbar): Como imaginar que o amor da sua vida estava ao seu lado durante um tiroteio e, por estar mais velho, você não o reconhecer? E como lembrar que ele é o seu amor através de um beijo??? 

Optei em fazer um "Top Five" nos casais sem querer. 

E aí, quais são seus casais em livros prediletos? Deixe nos comentários abaixo.

Beijos ^_^

25 de março de 2016

Resenha: Livro "Azar o Seu" (Carol Sabbar)

Olá!!!

Sei que ando sumida daqui. Também pudera, tantos acontecimentos de uma só vez tem me feito pensar e refletir demais. As decisões foram tomadas, algumas ditas, mas nada da definição, pois há certos contrapontos a serem resolvidos. 

Tirando isso... decidi postar uma resenha que já estava pronta há tempos. É um livro que eu ri muito e comprei por acaso. Então, vamos lá?! Com vocês, Azar o Seu!, de Carol Sabbar. O livro é publicado pela Editora Jangada e tem 367 páginas.

Pense em um livro com um título e uma sinopse hilárias, daqueles que você já ri antes de ler o livro. Pois bem, foi assim que, navegando em uma loja virtual, encontrei Azar o Seu!, da Carol Sabar


Fiquei super intrigada com o título e como ri demais lendo a sinopse, tratei de comprar meu livro. E, como já aconteceu com os últimos títulos nacionais que tenho lido, o devorei, mas desta vez, rindo litros e... suspirando.


Já consta a sinopse:


Ok. Imagine pensar na morte e declarar o amor que você sente por uma pessoa para um total estranho e querer que ele “entregue” o recado ao seu amado. E, pior ainda é saber (tempos depois) que ele mesmo estava lá, escutando tudo. Agora, imagine o contrário e ser esse amado, escutar tudo aquilo e simplesmente, não ter coragem de revelar sua verdadeira identidade e se ver totalmente (mais) apaixonado por essa pessoa?! Você teria coragem de se expor depois dessa declaração ou levaria a mentira adiante para aproveitar momentos dos quais você sempre sonhou?! Foi essa segunda opção que Guga decidiu fazer e bagunçar toda a história de Bia...

A história de Bia, Guga e Raíssa começa na infância, mas se separa na adolescência: Guga, após terminar o ensino médio e decidir embarcar para Londres estudar música. Raíssa e Bia brigam praticamente na mesma época, quando Raíssa não acredita que a amiga não prestará vestibular para faculdade de música (seu grande sonho) e sim, para uma escola que lhe dê uma profissão mais segura no futuro. A partir deste ponto é que a história começa a empolgar ainda mais, pois acontece o reencontro de Guga e Bia, que passam a aproveitar a companhia do acaso e curtirem uma paixão “adolescente”.

Há também a história da demissão da Bia; a procura de um novo emprego (que é uma experiência diferente); o namoro do pai de Bia, além do casamento da Raíssa (com seu amor de infância) que dão à história um complemento a mais com inúmeras risadas, pois todo o desfecho é inusitado e emocionante.

Guga (o Cara) e Bia (Bronquinha) vão se encontrando e mesmo que ele demonstre certos interesses em comum, ela não nota a semelhança entre as duas pessoas, pois não imagina que Guga voltaria ao Brasil. Um dia ele decide levá-la para viajar, já com a intenção de revelar a verdade, mas faz um “pequeno charme” para que a descoberta seja intensa e diferente. E, com o beijo com gosto de céu, Bia reconhece o amado (uau, isso que é se lembrar e sonhar por anos com o primeiro beijo!) e o conto de fadas toma outro rumo, para mim, ainda mais engraçado, realista e apaixonante.

Quem não gostaria de reviver um amor de infância, que cresceria na vida adulta e emoções melhores do que você imaginava aconteceriam em momentos futuros?! Imagine, no casamento de sua irmã, seus amigos te pedirem para cantar e você aproveitar o momento para se declarar para sua amada, cantando uma canção especial à ela?! Ou ainda, ser surpreendida por um pedido de casamento e...

O livro em si, é muito engraçado e também, realista e apaixonante. O mais legal é que, certamente, quem tem mais de 30 anos (como eu) ao ler determinados trechos, se identificará demais com o que Raíssa e Bia faziam. Uma prova? Na verdade, vou citar algumas que fiquei feliz em encontrar: assistir TV Colosso, comer sorvete Chica Bom (sim, eu sei que ele voltou), falar na língua do “P”, usar o “anel do humor” que vende em feiras de artesanatos (até hoje)... São delícias adolescentes que os jovens de hoje não curtiram e são saudosos para mim.

Muitas vezes, viver um amor verdadeiro (e platônico) nos faz amar de um jeito diferente e realista. Ele é tão inesquecível que, fica por anos em nossas mentes e, quando há o reencontro, é muito difícil não imaginar fogos de artifícios explodindo em um céu imaginário e, se puder sentir o gosto daquele beijo que traz tantas ótimas lembranças... Uau, melhor ainda. Ir atrás dos sonhos – mesmo que você os considere que sejam tardios – e da sua felicidade (ainda mais com a ajuda de pessoas queridas, que sabem que ambos querem para si), vale a pena quando você sabe que ele é verdadeiro. Quando ela bater em sua janela ou na porta de seu coração, pense e reflita, pois, em alguns casos, a oportunidade pode não ser revista e o acaso pode tomar conta de seu coração, dando oportunidade ao arrependimento.

Amar e viver são únicos. E viver uma história de amor de infância que pode remeter ao presente e expandir ao futuro... são poucas!


Viva e seja feliz!!! Porque “azar o seu” se perder a oportunidade da felicidade mais uma vez em sua vida, quando ela bater em sua porta... 

Não preciso dizer que, em certos pontos, esse livro mexe comigo... 
Um ótimo feriado à todos e até o próximo post!!! (veremos se sai um de beleza, que tem até foto).

Beijos ^_^

23 de janeiro de 2016

Resenha: A Mulher Perfeita é uma vaca (Irmãs Girard)

Olá!!!

Eu sei que deveria mudar o assunto de postagem, mas foi impossível não querer resenhar este livro logo. Eu o comprei numa nova leva de livros com preços promocionais (e sim, tenho vários títulos novos para ler) e, pelas resenhas que li pela internet, vi que ele se encaixaria um pouco naquilo que está a minha vida: precisando rir e de "bons conselhos femininos". 
livros já comprados agora em 2016


Confesso que, para um livro com 155 páginas e uma leitura fácil, eu demorei demais para ler. É que, nesse início de ano, nenhum livro ainda me "prendeu a atenção" como aconteceu ano passado (quando li a saga Divergente - toda - em uma semana e me prendi no último livro que o li em um dia). 

Então, a leitura tem sido super devagar mesmo. Mas, aos poucos, sei que o hábito deve voltar. Mas, enquanto o coração for idiota (sim, problemas emocionais na ativa por aqui ainda) e a vontade de escrever ser maior, fica difícil me concentrar. Fora que, a vida de mãe com filho mais velho iniciando em nova escola... tudo vai demorar um pouco para entrar no eixo, ainda mais com a mudança da nova rotina de ter dois filhos em escolas diferentes. Mas, com o final das férias... Ufa, espero me reorganizar 100% com tudo por aqui.

"A mulher perfeita é uma vaca", publicado pela Editora Intrínseca, é um livro escrito por duas irmãs gêmeas francesas (Anne-Sophie Girard & Marie-Aldine Girard) e adaptado para o Brasil (no meu ver) e é descrito como o "Guia de Sobrevivência para mulheres normais". Digo que foi adaptado para o Brasil, pois há tópicos onde as gírias usadas são brasileiras e como as autoras são francesas... Impossível não ver a importância da editora nesse quesito, afinal, nem toda piada francesa seria bem interpretada com o linguajar brasileiro.

A sinopse já diz um pouco do que é a leitura e não há como não rir dos tópicos descritos nas regras colocadas, pois certamente - você mulher - já deve ter pensado nisso uma vez, em alguma ocasião de sua vida. Talvez, o motivo de ter achado esse livro não exatamente como um livro de autoajuda foi por ter me identificado com ele, me vendo em várias situações citadas.



Eu não atentei às "regras" do livro e sim aos tópicos dos capítulos. Ri demais quando na página 49, o tópico "Mesmo em português a gente tem dificuldade", as autoras falam:

Quando cantamos, às vezes a letra fica levemente alterada. Assim:

Descobridor dos setes mares vira Scooby-Doo dos sete mares

Eu perguntava "do you wanna dance?" vira Eu perguntava "tu e o holandês?"

Tocando B.B, King sem parar vira Trocando de biquíni sem parar (eu ri demais, pois fiz isso várias vezes)

Açaí, guardiã, zum de besouro, um imã vira Ao sair do avião, vi um besouro, um limão

Ou na página 56 - "Vergonha inconfessáveis" - elas descrevem: Como já deve ter ficado claro, este livro tem por objetivo  fazer com que você pare de sentir culpa!

Porque não, você não é a única a:

* Não depilar as pernas no primeiro encontro  para não ceder à tentação (mostrei para uma amiga e rimos demais, pois acho muito difícil isso não acontecer)

E por aí vai... O livro é uma sessão de risadas entre dicas, conselhos, vales trocas para com o parceiro... No meu ver, é o tipo de leitura que você lê quando quer rir muito da vida. Acima de tudo, na minha opinião, é um tipo de livro que nos faz lembrar que precisamos ser nós mesmas sempre e sermos felizes do jeito que somos. Afinal, convenhamos e sabemos: a mulher perfeita existe dentro de nós e nós que temos muitas neuras a serem aceitas. 

Que jogue a primeira pedra aquela que nunca admitiu que tem um super segredo ou uma vergonha que ela nunca admitiu para os amigos, mas que já fez algum dia. Afinal, acho complicado dizermos que fazemos de tudo, quando hoje, temos muita coisa ao nosso dispor para nos auxiliar. Eu mesma já levei sobremesa para festa de aniversário, feita com a ajuda daqueles pós comprados no mercado, pois não acerto receita de sobremesa diet!!! (sim, eu compro o leite desnatado e a caixinha de pudim - risos). Então, não dá para dizer que, entre a perfeição, não há um segredo escondido. Ultimamente, a preguiça é tanta que, o pudim de leite condensado que deveria ficar 40 minutos no forno em banho maria, vira pudim de geladeira. E acredite: eu não desenformo e chamo de "pudim de preguiçoso", pois coloco a calda de caramelo no fundo da vasilha e sirvo na mesa!!! 

Eu, com meus 35 anos, estou feliz. Na verdade, estou em busca de uma felicidade sem igual da qual me falta coragem para correr ou dar certos passos. Mas, me aceitar...  isso eu já sei fazer e tenho aprendido mais e mais a me respeitar e achar meu "eu". 

Se você quer rir com situações que certamente, se você não passou, lembra de alguma amiga que tenha vivido uma experiência igual... leia e se diverta com este livro. E, creio (MINHA OPINIÃO) que, quem tem mais de 30 anos, se identificará um pouco mais com alguns "argumentos" do livro... 

Até o próximo post!!!

Beijos ^_^ 

31 de dezembro de 2015

Resenha: O Pulo da Gata (Fernanda França)

Olá!!!

No fim, eis que surgiu um último post do ano... Pois, lembrei que o livro remetia à passagem de ano e como foi um dos que eu cansei de reler e há uma frase maravilhosa para fechar o ano... não resisti e cá estou na frente do computador redefinindo o post... 

Confesso que, colocar esta resenha no blog, mexe com uma pequena ferida recente. Pois, no meio de tantas felicidades que tive com o blog, por questões pessoais, praticamente, todas as minhas parcerias foram desfeitas. Foram por erros cometidos e também por questões de desentendimentos mesmo (todos PESSOAIS!!!). Mas, a vida nos ensina a relevar certos acontecimentos e nos faz crescer com cada caso. Admito meus erros e sei que sou culpada, não nego. Mas, no momento, opto em ser também um pouco egoísta com certos pensamentos e decisões (e talvez ouvir um pouco mais a razão, pois o coração anda bem tapado - risos), pois vejo o que é  melhor para mim. São tantas mudanças, tantos vivências, tantas indecisões, tantas decisões, tantas conversas, tantas reflexões... Que eu optei em retirar da minha vida pessoas que vi que, mesmo eu errando e assumindo, não que se opuseram 100% à mim, mas que... não compreenderam exatamente a minha decisão e me condenaram demais, sem levar em conta o "meu atual". 

Sou humana e já errei muitas vezes. Esta não foi a primeira e nem será a última. A vida tem sido um aprendizado muito grande nesses anos todos que, mesmo tendo passado por situações que ninguém imagina que já vivi, eu continuarei errando e aprendendo. Por que, se não for assim, como vou realmente crescer e ser a pessoa que eu QUERO ser?! Não há limites para os sonhos e, uma coisa que me faz refletir é que, preciso mesmo calar a boca para certas pessoas e assuntos. Afinal, se não quero ouvir certos comentários e julgamentos, melhor nem falar nada... 

Mas, voltando... eu reeditei a resenha que será publicada mais abaixo. O livro é tão apaixonante e tão a ver com o ano novo que... não deu para não divulgar e ter um real último post de 2015... Com vocês, mais uma autora nacional que me conquistou: Fernanda França e seu "O Pulo da Gata". 

O Rony bancou o modelo para ilustrar o livro

Publicado pela Editora Essência, o livro tem 286 páginas de muitas emoções e é mais um livro nacional que entrou para lista de lidos e amados. Gente, eu não imaginava que, ao voltar a blogar, eu pudesse conhecer tantos autores nacionais que me conquistassem em tão pouco tempo. 

O Pulo da Gata, escrito pela Fernanda França é mais um que entra para o ranking do “esse livro foi escrito para mim” (os outros são Até Eu Te Encontrar e Quando o Vento Sumiu, ambos escritos pela maravilhosa Graciela Mayrink e que já foram resenhados por aqui).


Admito que o título e a capa deste livro chamam demais a atenção. A sinopse também encanta e me deu mais vontade de lê-lo assim que o vi nos sites. Como a Ketilin (do blog Amor em Cada Página) ia ao evento de lançamento, não perdi a oportunidade de pedir um livro autografado e foi o que eu ganhei. Em nosso encontro que ocorreu esse ano (sim, nós nos conhecemos pessoalmente), ela me trouxe o presente, assim como eu entreguei algumas encomendas que estavam por aqui. Mas, chega de blábláblá e vamos à sinopse da capa?


Maggie May vai ao encontro de Gato Gatuno em um bar, mas lá, confunde as características de Felipe (o “verdadeiro” nome do Gato Gatuno) com a de outro rapaz que se aproxima dela e aí começa a trama. Eric, o comediante do bar onde aconteceria o encontro, se encanta com Maggie – e ela, também por ele – e a história gira em torno desse “triângulo amoroso”. 

As amigas de MaggieLulu e Vidinha – presentes na trama inteira, juntamente com Lico e Leca (um casal fofo demais!!!) e toda a família Silva - se envolvem de uma maneira sensacional, que você também quer ser parte de uma família tão “musical” como aquela.

Quando, após inúmeras tentativas, o sonho de se casar seria realizado, um GRANDE “incidente” acontece e o livro dá sua primeira reviravolta.

Mas, o que mexeu mesmo comigo foi o pulo da gata que Maggie deu quando ninguém imaginava que ela seria capaz de fazer (eu mesma me surpreendi!), que é a segunda e grande reviravolta da história. A identidade, a sintonia e a lição de moral no livro foram tamanhas com os acontecimentos recentes em minha vida, que eu me dei de corpo e alma para ajustar este texto do jeito que eu queria. E nossa, é uma surpresa agradável ler e ver o crescimento de Maggie em toda a história e como Fernanda elaborou uma personagem que pareceria frágil, se tornar uma mulher tão madura em poucas páginas.

Quando temos um sonho fixo em nossos corações, esquecemos que vivemos uma realidade mais propícia aos tropeços que a vida pode nos reservar. Sonhar acordada, sorrir sem motivo, se apaixonar perdidamente... é algo que almejamos em nossas vidas para sempre. Mas, às vezes, a vida nos prega certas peças e coloca certos obstáculos que nos fazem ver que, não é apenas de sonhos que vivemos e sim, de uma realidade onde precisamos colocar os pés no chão para concretizar desejos ocultos em nossos corações.

Abrindo meu coração para todos, durante esses meses de reflexões, eu argumentei e contra argumentei com meu coração e meu eu interior, questões que remexiam demais com o meu dia a dia, ao ponto de deixar responsabilidades de lado. De um dia para o outro, de uma semana a outra, de um mês ao outro... tudo mudou e foi bagunçado, dando reviravoltas imprevisíveis, que mais parecem testes de vestibular com inúmeras opções de perguntas e apenas uma resposta correta. E, mesmo com o empurrão de várias amigas (quem está a par da minha história atual e ler esse trecho, saberá quem são essas amigas de que falo tanto), eu sabia que a decisão deveria partir de mim, de dentro do meu coração, pois não é uma decisão fácil para ser tomada na vida que tenho aqui. 

A mensagem que Fernanda deixou em seu autógrafo: Que você descubra o seu ‘pulo da gata’ e seja muito feliz! me sensibilizou demais. E, finalmente, eu vi que encontrei “este pulo” e estou pronta para concretizá-lo! (só me falta coragem!!! Mas sei que, com a decisão do coração, tudo dará certo!)

Mega feliz com a mensagem ^_^

Não é apenas de sonhos que vivemos. Em simples atos, podemos descobrir que somos capazes de tudo e mais. Quando deixamos alguns sonhos de lado e decidimos “crescer”, nos encontramos de tal maneira que, nem mesmo, acreditamos ser capazes de tanta proeza. O “pulo da gata” (e do gato) existe em cada um de nós, basta estarmos preparados para enxergar a oportunidade ao fundo e acreditar que a conquista será obtida. Basta uma(s) música(s), apoio amigo (no meu caso, de muitos amigos queridos e amados!!!), alguns vários livros com quem você se identifica e ouvir seu coração para que tudo dê certo. Quando você menos imagina... a certeza vem e tudo fica calmo e claro!

Eu demorei, mas encontrei, finalmente, o pulo da gata para minha felicidade.
Prontos para encontrarem o de vocês?

Ah, o motivo deste ser o real último post do ano e ser incluso de última hora?! Há uma frase linda no livro que remete ao ano novo e tudo que eu realmente desejo e tenho dentro do meu coração:

366 (sim, 2016 é um ano bissexto) novos dias para encontrarmos a felicidade que queremos!!! 12 meses inteiros para recomeçarmos cada um de um novo jeito, quando o que acabou não terminou como imaginávamos ou gostaríamos. Essa é a uma das metas para o próximo ano: quando um mês não acabou como eu imaginei, bora ser feliz e mais positiva no próximo para que ele termine muito melhor!!! 

Agora sim: FELIZ ANO NOVO!!!

Beijos e até 2016!!! ^_^

28 de dezembro de 2015

Mãe também merece / Resenha: Batom líquido Mate da Quem Disse, Berenice?

Olá!!!

Eu sei que devo um post de Natal... mas andei super ocupada e atrapalhada com o misto de emoções e decisões que tenho refletido por aqui que simplesmente... me desliguei um pouco do meu cantinho.

Mas, decidi fazer (praticamente) este último post com uma dica de maquiagem. Será a primeira vez que farei uma resenha de produto de beleza que comprei e colocarei uma foto minha, de antes e depois (ai que vergonha!!!). E, também pensei nele por causa das festas de ano novo, onde algumas pessoas querem curtir à noite sem medo de borrar ou retocar o batom. Sim, será uma resenha de batom. E não, não é um publieditorial, uma vez que este blog está no começo e eu não recebo produto ou livro de ninguém. Isso pode acontecer?! Não sei dizer... 

Bom, vamos lá. Eu acompanho vários blogs de beleza e adoro estar antenada nas novidades divulgadas. Como MÃE, muitas vezes, na correria, esquecemos mesmo de nos cuidar, o que não deveria acontecer. Mas, rotina corrida, filhos, escola, trabalho, férias... Praticidade vira sinônimo para tudo nessa vida "turbulenta". 

Uma coisa que eu aprendi a valorizar é que, como MULHER, eu prezo muito produtos que facilitem a minha vida em todos os momentos, pois tem dias que fica difícil querer estar bonita e se arrumar em 15 minutos... Lógico, para uma ocasião especial, eu dificilmente me dou 15 minutos de beleza (sempre sou a primeira a me arrumar mesmo, com cerca de mais de uma hora antes da saída de casa), pois gosto de caprichar em cada detalhe, seja na make, no penteado, no acessório, na roupa e no sapato. Sim, eu tenho me valorizado e me sentido muito mais mulher nesses 5 meses de "briga interna" e estou amando cada dia mais essa minha nova fase. 

E, andando atrás de uma promoção, eu me dei de presente um batom líquido que li muitas resenhas positivas à respeito. É o BATOM LÍQUIDO MATE da QUEM DISSE, BERENICE?, na cor ROSADILI. Eu queria ousar mesmo, usar uma cor diferente do meu habitual (quem me conhece, sabe que eu amo rosa claro e que tenho arriscado um pouco no roxo "uva"), uma vez que a intenção nessa compra era usar o batom para ocasiões memoráveis e especiais. E, convenhamos, praticidade para não precisar de retoque constante é ótimo para qualquer mulher que se preocupa com seu visual!!! 


A descrição do produto (infelizmente, já joguei a caixinha) é esta, que está no site da empresa: 


Como ele descrito como de longa duração e a vendedora me disse que, comendo ou bebendo pouco, duraria mais ou menos 6 horas (comprei no começo do mês e posso estar errada, ainda mais que a cabeça não está nada bem), eu decidi que seria uma boa aposta para a festa de natal, pensando na praticidade em não precisar retocá-lo. E não é que deu certo?! 

À caminho da festa de Natal (24/12), por volta das 19h

Já em casa (praticamente sem cachos - risos) 
e por volta da 1h30 do dia 25/12

Eu peguei dicas pela internet para aplicá-lo corretamente (ainda vou treinar mais), mas, no geral, acho que deu para me virar bem, já que foi a primeira "grande festa" que o usei. O batom fica sequinho na boca (falta comprar um hidratante labial para deixá-lo ainda mais bonito) - pelo fato de ser mate e todos os batons desse tipo terem esse efeito - e ficou perfeito!!! Eu vi que ele praticamente não esfarelou durante à noite e ficou quase intacto. Notem que, na foto pós festa, dá para notar que ainda há batom nos meus lábios. E sim, eu tenho tirado esse batom com demaquilante, pois ele não sai apenas com a toalha. 

E só fazendo uma pequena crítica à embalagem do produto: o nome da cor e a validade estão, praticamente, INVISÍVEIS!!! Penei para ler e tive que pegar uma lanterna para poder falar qual era a cor que comprei. Quem Disse, Berenice?... ajude as consumidoras com isso, pois fica difícil indicar a cor para as amigas sem poder ler direito... 

Tirando isso... Eu amei o batom e está mais que aprovado!!! E se depender do meu filho mais filho, preciso usá-lo sempre!!! Afinal, mãe também merece, né?! Porque mãe é, acima de tudo, MULHER!!! 

Quero desejar aos leitores do blog uma ótima entrada de ano. 2016 promete novidades e surpresas, afinal, com o início do novo ano, serão 365 novas oportunidades, decisões, chances, acontecimentos, realizações, sonhos, trabalhos, lições... para SERMOS FELIZES como manda nossos corações. 

Um ótimo ano para vocês e aguardem novos posts (mais frequentes) no blog!!!

FELIZ 2016 À TODOS e nos "vemos" no próximo ano!!! 

Beijos ^_^


5 de outubro de 2015

Resenha: Quando o Vento Sumiu (Graciela Mayrink)

Olá!!!

Peço desculpas pela demora nas postagens por aqui, pois estou numa fase meio complicada e turbulenta da minha vida pessoal e... Isso tem afetado o cronograma deste cantinho. Espero que tudo se resolva em breve, mas como tudo tem seu tempo e a pressa é inimiga da perfeição....

Bom, sem mais delongas e atrasos, segue a resenha do último livro publicado pela maravilhosa autora Graciela Mayrink. Confesso que, Quando o Vento Sumiu mexeu demais comigo (os motivos são explicados dentro da resenha). Mais uma vez, ele também será publicado pelas amigas do Amor em Cada Página, mas desta vez, eu a postarei antes, por questão de cronograma mesmo (há outros livros que quero resenhar e há muitos projetos atrasados, além de inúmeras novidades que quero contar). Acalmem-se que daqui a pouco eu farei um post sobre uma pessoa super especial e importante na minha vida, que merece meu relato pessoal. Mas, por enquanto, entre a bagunça da minha vida pessoal, a correria da vida de mãe (que trabalha em casa), segue a resenha. Preparem-se pois o livro é muito diferente dos outros dois já publicados. 

"Qual o meu favorito entre os três?", você deve me perguntar. Bom, admito que há um empate técnico, pois Até Eu Te Encontrar e Quando o Vento Sumiu mexeram demais comigo, em momentos e de maneiras diferentes. Leiam a resenha e tentem entender o motivo da dúvida do meu livro favorito escrito pela Graciela.

E... estou em teste com novos layouts para o blog. Talvez mudanças serão feitas e atualizadas depois...

Enfim, o último livro lançado pela Graciela Mayrink será resenhado. Fico até um pouco triste com tudo isso, uma vez que terei que aguardar um ano para ler uma nova obra da autora que conquistou meu coração este ano. Até lá, entre novos livros e autores, perderei a conta de quantas vezes relerei meus preciosos, que ficarão com novas páginas e frases preferidas marcadas e selecionadas.


Eu aguardei ansiosamente por Quando o Vento Sumiu, uma vez que o subtítulo diz: E se você pudesse escolher o final da sua história? Afinal, acho que esse é um desejo (ou pedido) que algumas pessoas se questionam em um ou vários momentos de reflexão da vida ou do cotidiano. Eu mesma tenho feito isso e se eu pudesse escolher o final da minha história... Vejo, hoje, que teria tomado outro rumo em certas decisões.

Eu li o primeiro capítulo disponível no site da editora, mas quando peguei o livro em mãos, comecei a leitura do zero, uma vez que imaginava uma grande surpresa naquelas páginas. E sim, como os demais, eu devorei o livro em um dia apenas (até rolou uma brincadeira entre nós – as meninas do Amor em Cada Página, Graciela e eu - no Instagram), e fiquei... completamente em transe com o final do livro. O motivo?! Foi o livro o mais impactante e o mais inesperado que li da Graciela. Tanto que, a resenha que deveria ser escrita rapidamente, simplesmente ficou travada na mente e no coração, ao ponto de eu precisar de um tempo a mais para refletir a escrita e tempo para começar a escrever este texto.


Agora, vamos à sinopse da capa para entendermos um pouco sobre a história: 


Confesso que fui pega de surpresa com este livro, pois ele é muito diferente dos outros dois. Não sei dizer ao certo qual deles é o meu preferido, pois Até Eu Te Encontrar é um livro que mexeu (e mexe até hoje, pois ele fica na minha releitura direto) muito comigo, me fez redescobrir sentimentos, paixões e meu “eu interior adormecido”. Mas, Quando o Vento Sumiu, me fez refletir sobre a vida, pois ESCOLHA é praticamente a base do livro. E, a nossa vida é feita de escolhas, das quais muitas vezes, nós não podemos voltar atrás (nessas horas, uma máquina do tempo viria a calhar) e tentar consertá-las, nem sempre é tão fácil como imaginamos.

Suzan (ou Suzana, como apenas Renato a chama) é uma mulher decidida em vários momentos e encontrei nela uma força parecida (ou até maior) que a de Flávia de AETE. É uma protagonista que luta muito, que vive um amor platônico, mas que, decide dar uma chance para um novo amor. E, quando ela menos imagina, a escolha é certeira, pois arrebata todos os sentimentos ocultos de uma maneira que ela não imaginava que pudesse existir ou conhecer. Ela vive dias intensos, de descobertas, de maturidade, de conhecimento que me prenderam demais na leitura e me fizeram querer dias como aqueles também...

Os capítulos avançam e você lê sobre sentimentos que pode ter vivenciado em sua vida, mesmo que seja uma única vez. O fato das escolhas (sim, eu vou repetir esta palavra várias vezes neste texto), dos acontecimentos, das decisões, dos retornos, do passado, do presente e do futuro... tudo é perfeitamente encaixado na trama de uma maneira surpreendente. Eu, pelo menos, me senti no meio da história e das decisões vividas por Suzan e me senti a própria personagem em alguns momentos. Você torce, grita, se indigna, chora, ri... É uma montanha russa de sentimentos, cheio de subidas e descidas imprevisíveis a cada capítulo.

Além dos três protagonistas, não posso esquecer de mencionar personagens como Beca (Rebeca, a irmã mais nova de Suzan – que em algumas horas,parece até ser a irmã mais velha); Paulinha (amiga – maluquinha – de classe de Suzan) e Tatiana, que tem uma participação importante na trama, no ato de uma reviravolta. Mas, também não posso esquecer Antônio (pai da Suzan) e Dona Eulália (mãe de Mateus), que são pais extremamente dedicados aos seus filhos e querem apenas a felicidade dos seus meninos.

O livro simplesmente me encantou, não há como discutir isso. Me fez lembrar de uma história de meu passado; dos acontecimentos atuais e vividos; me faz pensar no meu presente e me faz querer ver até onde eu irei com a minha história, junto ao futuro que me aguarda; ou se eu mudarei parte do meu presente e deixarei o futuro... um mistério a ser vivido.

Admito que, quando penso que sou forte, vejo que Suzan foi muito mais além do que eu esperava dela mesma no livro. E vejo que sou uma pessoa como qualquer outra: não fraca, nem covarde, que tem seus medos e suas inseguranças... E que tenho uma força interior enorme dentro de mim que precisa florescer para que as minhas escolhas sejam tomadas. Mas, eu sei que não sou forte o bastante como Suzan foi ao final do livro, isso eu sei. Não ainda, mas quem sabe mais adiante...

Vivam a vida e reflitam bem em e sobre suas escolhas. Há escolhas que podem ser tomadas precipitadamente, e que podem afetar o futuro de um jeito incerto, que o faz se questionar anos depois. Há escolhas que são tomadas e os fazem serem felizes para sempre, sem arrependimentos, remorsos ou dores. Há escolhas que são tomadas e podem trilhar caminhados diferentes depois. Há escolhas que nos trazem uma felicidade descomunal para o resto de nossos dias... Escolham com sabedoria, com astúcia, com o coração e mente sã, certos que isso os fará muito felizes, não se importando com a opinião dos outros que estão ao seu redor. E vivam, pois a vida é para ser vivida.

Lembrem-se que, dificilmente, não há volta quando uma escolha ou decisão é tomada e dada com um ponto final. Ela pode ser alterada, mudada no futuro, no amanhã, no depois. Mas não será mais a mesma que você imaginou em seus pensamentos antes de tomar esta escolha.

E, já diz a dedicatória de Graciela, no início do livro: Para minha irmã Flávia, uma leitora que não gosta de clichês.

E acreditem: não há clichês neste livro...

Uma ótima semana para vocês e até o próximo post!!! 

Beijos ^_^

6 de setembro de 2015

Resenha: A Marca de uma Lágrima (Pedro Bandeira)

Olá!!!


Uau, dois posts na semana é tudo de bom, hein?! Ainda em ritmo de Bienal do Livro 2015 (pena que é no Rio de Janeiro), vou postar uma resenha de um livro que li quando nova, mas que faz parte da minha juventude. E sim, o reli recentemente, não somente para a resenha, mas por amar a história: A Marca de Uma Lágrima, do maravilhoso autor Pedro Bandeira. A resenha foi pedido das meninas do blog Amor em Cada Página (http://amoremcadapagina.blogspot.com.br) e também está publicado por lá. 



Quem me conhece desde a adolescência, sabe que sou mega fã do escritor brasileiro Pedro Bandeira. Foi através de suas palavras que viajei demais com um livro (A Droga da Obediência, indicado por um primo que não leu os outros livros da saga) e que arrebatou meu gosto pela leitura. E, como na minha infância não havia internet para correr atrás dos outros livros lançados pelo autor (por favor, lembrem-se que sou uma mulher com mais de 30 anos), eu recorria à biografia que se encontra no final do livro para saber mais sobre as obras publicadas pelo autor. Tanto que, li todos os livros protagonizados pelos Os Karas (e me emocionei ao ler o último livro – publicado em 2014 - que concluiu a saga de uma maneira esplêndida), e foi assim que conheci e li A Marca de uma lágrima, que será apresentado agora.


Diferente da saga Os Karas (quem quiser resenha dos livros, por favor, comente), a história é narrada por Isabel, uma adolescente que se apaixona por seu primo Cristiano, que se apaixona pela melhor amiga de Isabel, Rosana. E agora, como lidar com estes sentimentos, em meio à adolescência?!

Bom, vamos à sinopse da capa:

Isabel se acha feia. Será mesmo? Ou somente ela acha isso? Escreve cartas e versos para ajudar o namoro de Rosana, sua melhor amiga, com Cristiano, seu grande amor. Por causa da beleza e da verdade de suas cartas, Cristiano mais se apaixona por Rosana e mais aumenta a desesperança de Isabel. Sua situação agrava-se ainda mais com a morte da diretora da escola, pois a jovem é testemunha de que aquele aparente suicídio seria na verdade um bárbaro assassinato e, a partir de então, sua vida estará.

Isabel é uma adolescente como muitas, que ama em segredo e tem seus complexos. É uma boa aluna, escrever poesias, sonha em encontrar o amor verdadeiro e “conversa” sobre seus pensamentos com o espelho em meu quarto. O encontro dos quatro personagens principais (como não esquecer Fernando, amigo de Cristiano, que ama Isabel loucamente) acontece na festa de aniversário de Cristiano, mas o desenrolar da trama acontece na escola, durante as aulas.

Em meio ao “triângulo amoroso” protagonizado por Isabel, Cristiano e Rosana, à ajuda pedida tanto por ambos para surpreender seus amados, um crime acontece e o desfecho é surpreendente, solucionado em meio ao caos imaginável. Em meio à uma alucinação, Isabel supõe respostas ao crime, revertendo a situação em meio ao transe em que se colocou. Afinal, como a querida diretora Dona Albertina morreu dentro de sua sala? Onde entra o amor de Fernando no meio de tudo? Será que Cristiano saberá a verdade sobre os poemas enviados e recebidos e sobre o amor que a prima sente por ele?

A marca de uma lágrima é um livro com muita ação e suspense, que prende o leitor do começo ao fim. Você quer descobrir a verdade sobre tantos segredos, quer gritar para Isabel para que ela abra seu coração, quer chorar com suas dúvidas, sofre com seus problemas (e até se identifica com ele)... É um livro com final surpreendente e maravilhoso, que te faz querer um amor assim.

Pedro Bandeira, como em tantos outros livros, soube usar uma narrativa adolescente que me encanta nos livros que já li. Ele soube engrenar a história como um regente atento à sua equipe e fez um livro com suspense, amor, amizade, responsabilidades, fantasias e poemas. Ele mescla o amor nesta fase da vida, assim como suas aflições que, mesmo adulta, não há como não amar ou se apaixonar pelo livro.


Curioso?! Leia e divirta-se... mas esteja atento para todas as surpresas que o livro traz... 

Beijos e até o próximo post!!! ^_^

PS: Se você procurar este livro para compra, notará que a capa não é a mesma. Sim, o livro fotografado é super antigo.